quinta-feira, 6 de outubro de 2011

CUIDAR.

Galatas 4:19

Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós.

Irmãos, na minha opinião de todas as partes de uma colheita cuidar é a “pior”, não no sentido pejorativo da palavra, mas no sentido de mais árdua.

Cuidar é assim, se você cuidou bem e se esforçou não fez mas do que a sua obrigação e algo deu errado é porque não houve cuidado adequado.

Cuidar de uma colheita é uma tarefa extremamente pesada e árdua, pois implica em vários fatores, detona tempo, responsabilidade e paciência.

Cuidar de pessoas não é diferente, pois o ser humano é muito complexo.

Recentemente fiz uma pós-graduação em Gestão de Pessoas e afirmo que não aprendi nem um por cento do que é gerir pessoas.

Não menos árduo é o cuidar dos recém nascidos, talvez até mais trabalho.

O ser humano é um dos poucos seres vivos que nos primeiros anos de vida são totalmente dependentes de seus semelhantes para que possam sobreviver. Ou seja, morreríamos se quando ao nascer tivessem nos deixado de lado.

Desde os primeiros minutos de vida precisamos de cuidados.

Nosso intuito hoje e traçar um paralelo entre as fases de vida do ser humano e as fases de um novo converso. Há grandes paralelos entre o desenvolvimento natural do homem e o seu desenvolvimento espiritual.

Antes vamos abrir um parêntese.

Jesus veio quebrar certos paradigmas e restaurar conceitos divinos. Enquanto os lideres religiosos do seu tempo se interessavam na religiosidade, o objetivo, o alvo, o foco de Jesus eram as pessoas. Jesus veio salvar pessoas. Jesus se ocupava com pessoas. Seu foco eram pessoas.

E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia. (João 6:39).

Jesus não olhava para um aleijado e questionava se isso era por causa do seu pecado ou proveniente do pecado de seus pais.

E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? (João 9:2)

Jesus não estava interessado se aquela mulher foi pega em adultério ou se a outra teve vários maridos, Ele se interessava pelo ser humano, pelas pessoas.

Por várias vezes observamos na Bíblia Jesus se compadecendo e assumindo a postura de íntima compaixão.

E, saindo eles de Jericó, seguiu-o grande multidão.

E eis que dois cegos, assentados junto do caminho, ouvindo que Jesus passava, clamaram, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de nós!

E a multidão os repreendia, para que se calassem; eles, porém, cada vez clamavam mais, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de nós!

E Jesus, parando, chamou-os, e disse: Que quereis que vos faça

Disseram-lhe eles: Senhor, que os nossos olhos sejam abertos.

Então Jesus, movido de íntima compaixão, tocou-lhes nos olhos, e logo viram; e eles o seguiram.

Mateus 20:29-34

Por que eu estou dizendo isso? Por que a igreja de Deus é constituída de pessoas.

Entendam, pessoas são importantes. Precisamos estar focado em pessoas.

O bom pastor da a sua vida pelas suas ovelhas.

Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.

João 10:11

Faço um pergunta para reflexão. Estamos nos esforçando ao máximo pelas pessoas?

Temos cuidado com zelo de pessoas?

Faço aqui algumas críticas as nossas atitudes, a nossa postura, da qual também me incluo.

Temos dado total atenção às crianças? Temos cuidado dos nossos idosos?

Me chama atenção, e isso muito por causa da doença da minha filha, com respeito aos cuidados que damos aos deficientes físicos e cadeirantes, no diz respeito aos banheiros, rampa de acessos, etc.

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mateus 29:19 e 20).

Quando algumas pessoas fazem a decisão por Cristo, toda a igreja se alegra, dá graças a Deus e volta para os afazeres da vida. Semanas depois, alguns lembram-se daquelas pessoas e perguntam-se: onde estão aqueles que levantaram as suas mãos aceitando a Jesus como Senhor e Salvador? E, no mesmo momento, justificam-se dizendo: eles não fizeram uma decisão de coração, por isso é que não permaneceram. Será que esta é a resposta mais sábia e sincera? Será que temos feito os preparativos necessários e temos realmente cuidado dos novos convertidos?

Não podemos simplesmente dar as boas vindas ao novo convertido e deixá-lo por conta própria na esperança de que, de alguma maneira, ele se firme na fé. São muitas as pessoas que um dia abriram os seus corações para Jesus e que, por falta de cuidado eficiente, já não estão nos caminhos do Senhor.

Todos os salvos, portanto, devem estar atentos para esta realidade dita pelo Senhor Jesus a respeito do novo convertido: ele é um recém-nascido e, como tal, precisa, a exemplo do que ocorre na vida biológica humana, de todos os cuidados para que venha a ter condições de viver sozinho.Como diziam os antigos, nascida uma criança é necessário que se tomem todas as providências para que ela possa “vingar”, ou seja, tenha condições de sobreviver por conta própria, o que não ocorre de imediato

I) A FASE DO RECÉM-NASCIDO

Não obstante, antes até mesmo da chegada do recém nascido, os pais começam os preparativos para a chegada do pequenino.

Enfeitam o quarto, compram roupinhas, vários utensílios, compram o bercinho. Tudo isso na expectativa de receber o novo membro da família. Da mesma forma devemos nos preparar para receber os novos membros da família de Deus. Precisamos pensar no conforto e nas acomodações da casa de Deus.

Inicia-se no instante do nascimento e termina com a queda do coto umbilical. Tem a duração, em média, de sete dias e vai depender dos cuidados que irá receber para desenvolver-se satisfatoriamente.

A primeira coisa que acontece quando nasce um bebê, é a alegria que ele trás para a família. Eu lembro muito bem quando nasceu o meu primeiro filho, apesar de todos os cuidados que uma criança prematura necessitava, eu estava radiante. E não só eu, mas os avôs, os tios e tias, foi um momento de muita alegria.

Assim vos digo que há festa diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende. (Lucas 15:10)

A) ALIMENTAÇÃO

Há de se convir que um bebê não pode se alimentar de qualquer comida. Ele necessita de uma alimentação especial.

“Não só de pão viverá o homem, mas de toda Palavra de Deus” (Mt. 4:4).

Assim como um bebê natural necessita do seio de sua mãe, também o bebê espiritual precisa nutrir-se da Palavra de Deus, porque é o único elemento que pode ajudá-lo no crescimento espiritual.

Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo; (1 Pedro 2:2).

Um bebê não pode cuidar de outro bebê, por isto devemos manejar bem a Palavra de Deus e aplicá-la especialmente em nossas vidas, tendo a vida de Deus e um caráter irrepreensivo, qualidades que os adultos espirituais certamente possuem.

Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino.

Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal.

(Hebreus 5:13-14).

B) OBSERVAR

Segundo pesquisas de alguns psicólogos, os recém-nascidos apresentam dois tipos de reações emocionais:

a) Bem-estar físico – apresentam manifestações de que estão satisfeitos e confortáveis, o que se traduz por relaxamento muscular, sono prolongado e esforço de sorriso.

b) Mal-estar físico – apresentam manifestações de insatisfação, por estarem com fome, molhados, com frio ou muito agasalhados, com sono ou alguma dor, que traduzem em agitação dos membros, choro ou modificação na respiração.

O recém-nascido (novo convertido) que você cuidará, deve apresentar reações de bem-estar, e da maneira que você está cuidando dele, ele irá cuidar dos outros bebês quando estiver adulto, maduro. Tudo que você fizer com ele, assim ele fará com os outros; terá a sua cara, pois se espelhará em você.

II) A PRIMEIRA INFÂNCIA

Inicia-se com a queda do coto umbilical e termina quando a criança aprende a falar, andar, alimentar-se sozinha (desmame) e com o aparecimento da primeira dentição.

Na primeira infância espiritual o novo convertido apresenta indícios de que está crescendo: lê a Bíblia sozinho; consegue se expressar através da oração; dá testemunho de sua fé; tem interesse nas reuniões, e o crescimento é visível e palpável.

Piaget (grande psicólogo), ao descrever o desenvolvimento intelectual da criança, chama essa fase de sensório-motora, pois o bebê está recebendo por seus órgãos sensoriais, as estimulações do ambiente, que vão agindo sobre ele. Assim vai nascendo sua inteligência e seu conhecimento da realidade. Igualmente acontece com o bebê espiritual; todo ensino, estímulo, incentivo que lhe dermos, ele irá receber; o que muito o ajudará a desenvolver-se espiritualmente, e com certeza se refletirá em outras áreas de sua vida.

Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele. (Provérbios 22:6).

III) A SEGUNDA INFÂNCIA

Tem início com a aquisição da linguagem e da locomoção e termina com o ingresso na escola maternal. Nesta fase a criança espiritual tem um desenvolvimento bastante significativo onde já expressa a linguagem do reino.

Ela começa a interagir com outras crianças e até mesmo com outros adultos.

IV) A FASE DA MENINICE

É uma complicada. A criança acha que conseque fazer tudo sozinha, mas ainda necessita, e muito, da ajuda dos mais velhos.

V) A ADOLESCÊNCIA

Esta é a fase do crescimento mais visível e acelerado da criança espiritual; é o maior pico de crescimento, onde todos percebem como a criança se desenvolve; está evoluindo, saindo das operações concretas para o estágio das operações formais.

Nesta fase aprende que nem tudo são flores, há também os espinhos, as aflições e as angustias.

DEZ ATITUDES DO CONSOLIDADOR – OUTROS APECTOS DO CUIDADOR

1) CUIDAR: O trabalho de Consolidação engloba o Cuidar. Todo Novo Convertido é como um bebê espiritual e necessita de cuidados especiais (1 Pe. 5:2). Cuidar é fazer como um enfermeiro que recebe o recém nascido, checando se tudo está normal. Telefonar imediatamente quando houver falta na reunião da célula ou Igreja, visitar frequentemente para saber se tudo está indo bem.

2) OUVIR: Saber ouvir é uma das técnicas do aconselhamento. O Consolidador precisa estar disposto a ouvir com amor ao discípulo. Talvez o discípulo seja uma pessoa a quem ninguém ouvia. Agora ele precisa de um bom par de ouvidos de alguém que realmente o ame.

3) NUTRIR: Para que a criança cresça com saúde é necessário haver uma boa nutrição. Assim também é necessário que o Novo Convertido seja bem alimentado. O primeiro alimento é dado pelo Consolidador e, esta responsabilidade continua sendo dele até seu ingresso na Escola de Líderes;

4) SOCORRER: Socorro é um dos dons espirituais (1Co. 12:28) que o Consolidador mais precisa, pois o mesmo terá que socorrer, investindo talento, dons e tempo, para o bem estar do discípulo.

5) ORAR: A intercessão é a chave do sucesso do Consolidador. Se ele quer ver seus frutos permanecer, deve orar. Orar e interceder por seus discípulos:

6) LIDERAR: Liderança é também um Dom do Espírito Santo (Rm. 12:8) dado a Igreja, e, no trabalho de consolidação, será de suma importância que o Consolidador assuma o papel de líder no discipulado. Isso significa guiá-lo.

7) INSTRUIR: Salomão diz: “instrui a criança no caminho em que deve andar e até quando for velha, não se desviará dele” Pv. 22:6. Isso vale também para o novo crente. E, desta forma o Consolidador o instruirá.

8) DEDICAÇÃO: Dedicar-se é consagrar-se, devotar-se a. Para consolidar é necessário esforço. Não pode haver “preguiça” e nem falta de “compromisso” na vida do Consolidador. Isso significa que, ele deverá gastar tempo para orar e estar com seu discípulo. Dedicar-se em conhecê-lo, para estreitar os relacionamentos.

9) AMAR: Sem amor você não terá: paciência, nem dedicação e nem mesmo responsabilidade pela vida e crescimento do discípulo. Em Romanos 5:5, aprendemos que “o amor de Deus é derramado em nossos corações...”. Então, seja um canal para que este amor flua através de você.

10) REMOVER OBSTÁCULOS: Quando uma criança começa a andar, você precisa remover os obstáculos, pois, até então, ele só consegue andar em solo sem obstáculos. Na vida cristã também é assim.

DE QUEM É A RESPONSABILIDADE DE CUIDAR?

1) primeiro, por aqueles que foram participantes na salvação daquela vida, os chamados “pais na fé”.

Vemos a consciência desta responsabilidade no apóstolo Paulo, que se considerava o “pai na fé” de Timóteo (I Tm.1:2; II Tm.1:2; 2:1).

Nem sempre o “pai na fé” é aquele que pregou o Evangelho para o novo convertido. Paulo, pelo que se deduz dos seus próprios escritos, não foi o primeiro a falar das sagradas letras a Timóteo, que fora evangelizado por sua avó e por sua mãe. (II Tm.1:5; 3:15),

Entretanto, guiado pelo Espírito Santo, Paulo sentiu de “adotar” aquele “filho na fé”, assumindo a responsabilidade de orientar e cuidar desta alma, responsabilidade esta que pôs em alta conta, a ponto de, pouco antes de sua morte, ter ainda escrito as últimas instruções a este seu “filho” (II Timóteo é a última carta escrita pelo apóstolo).

2) Além dos “pais na fé”, também são responsáveis pelo desenvolvimento do novo convertido aqueles que o Senhor põe à frente do rebanho, os pastores.

Paulo dizia que se sentia oprimido interiormente cada dia pelo cuidado de todas as igrejas (II Co.11:28), a indicar o peso da responsabilidade que estava sobre seus ombros com relação ao desenvolvimento espiritual dos crentes das igrejas que havia fundado, responsabilidade ainda maior com relação aos novos convertidos, que não podem andar por si sós na jornada espiritual.

De igual forma, o apóstolo Pedro, também, lembra aos pastores que eles devem apascentar o rebanho de Deus não como tendo domínio sobre ele, mas dando o exemplo (I Pe.5:3), o que é ainda mais necessário com relação ao novo convertido, que, como criança espiritual, aprende sobretudo pelo exemplo dado pelos mais maduros.

3) Mas não são apenas os “pais na fé” e os pastores que têm de cuidar do novo convertido, mas cada crente deve fazê-lo.

Por primeiro, porque os salvos devem ensinar uns aos outros (Cl.3:16) e isto, naturalmente, faz com que cada salvo maduro seja um ensinador dos novos convertidos.

Palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração. (Colossenses 3:16)

Por segundo, porque, como irmãos, devemos amar uns aos outros (Jo.15:12,17: Ts.4:9) e este amor não é apenas de palavras, mas de ações concretas, de atitudes (I Jo.3:18) e quem ama a seu irmão está na luz e nele não há escândalo (I Jo.2:10), ou seja, cada salvo precisa ter uma vida sincera e reta diante de Deus para não causar tropeço ao novo convertido e ao fraco na fé, residindo aí o seu cuidado para com o neoconverso.

O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.

Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.

Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando.

Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer

Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda

Isto vos mando: Que vos ameis uns aos outros.

(João 15:12-17)

Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade.

(1 João 3:18)

sábado, 17 de setembro de 2011

O DIA EM QUE JESUS “QUASE” CHEGOU ATRASADO.

Texto: João 11:32-45

A ressurreição de Lázaro

32 Tendo, pois, Maria chegado aonde Jesus estava, e vendo-o, lançou-se aos seus pés, dizendo-lhe: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.

33 Jesus pois, quando a viu chorar, e também chorando os judeus que com ela vinham, moveu-se muito em espírito, e perturbou-se.

34 E disse: Onde o pusestes? Disseram-lhe: Senhor, vem, e vê.

35 Jesus chorou.

36 Disseram, pois, os judeus: Vede como o amava.

37 E alguns deles disseram: Não podia ele, que abriu os olhos ao cego, fazer também com que este não morresse?

38 Jesus, pois, movendo-se outra vez muito em si mesmo, veio ao sepulcro; e era uma caverna, e tinha uma pedra posta sobre ela.

39 Disse Jesus: Tirai a pedra. Marta, irmã do defunto, disse-lhe: SENHOR, já cheira mal, porque é já de quatro dias.

40 Disse-lhe Jesus: Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus?

41 Tiraram, pois, a pedra de onde o defunto jazia. E Jesus, levantando os olhos para cima, disse: Pai, graças te dou, por me haveres ouvido.

42 Eu bem sei que sempre me ouves, mas eu disse isto por causa da multidão que está em redor, para que creiam que tu me enviaste.

43 E, tendo dito isto, clamou com grande voz: Lázaro, sai para fora.

44 E o defunto saiu, tendo as mãos e os pés ligados com faixas, e o seu rosto envolto num lenço. Disse-lhes Jesus: Desligai-o, e deixai-o ir.

45 Muitos, pois, dentre os judeus que tinham vindo a Maria, e que tinham visto o que Jesus fizera, creram nele.

INTRODUÇÃO

1.Este é o último grande milagre público de Jesus. Foi realizado na última semana de Jesus antes de ser preso e morto na cruz.

2.Este milagre tem várias lições importantes:

a)As crises são inevitáveis – Lázaro mesmo sendo amigo de Jesus ficou doente.

b)As crises podem aumentar – Lázaro piorou e chegou a morrer. Há momentos que somos bombardeados por problemas que escapam ao nosso controle: enfermidade, perdas, prejuízos, luto. Oramos e nada acontece. Aliás, piora. Queremos alívio e a dor aumenta. Queremos subir, e afundamos ainda mais.

c)Quando a enfermidade e o luto chegam em nossa casa, ficamos profundamente angustiados – Nessas horas nossa dor aumenta, pois nossa expectativa era de receber um milagre e ele não chega.

CONTEXTUALIZANDO

1) A Cidade

O pequeno povoado de Betânia era muito simples. Não havia nada de especial que fosse capaz de chamar a atenção para ele. Não era um centro comercial… Lá não havia em Betânia concentração de artesão… Também não era um local de peregrinação religiosa… Ou mesmo a terra natal de alguma pessoa importante. Mas para Jesus, Betânia era especial. Ali moravam seus amigos: os irmãos Marta, Maria e Lázaro.

Betânia era um pequeno vilarejo, que ficava na encosta oriental do monte das oliveiras, a cerca de três quilômetros de Jerusalém. Betânia era importante, porque ali moravam os amigos de Jesus.

2) As Irmãs

Marta e Maria. Porque não Maria e Marta? A preferência na ordem dos nomes pode indicar que Marta era a mais velha das irmãs e provavelmente a pessoa responsável pela casa. Maria era a mais nova. Assim, considerando o sistema patriarcal dos judeus, possivelmente Marta fosse uma viúva que liderava o seu lar.

Marta e Maria eram irmãs, mas muito diferentes uma da outra. Elas viam o mundo de forma tão diferente que eram capazes de reagir de forma oposta ao viverem uma mesma situação.

Marta era uma mulher prática, realizadora, daquelas que começa e termina aquilo tudo o que faz. Marta sabia que certas coisas que precisam ser feitas não devem ser adiadas. A vida fica melhor quando tudo está no seu devido lugar. Marta não era dada a muitas surpresas. Seus dias eram planejados com antecedência. Rotinas são cansativas, mas são necessárias.

Maria era do tipo contemplativa. Emoções à flor da pele, Maria era capaz de esquecer da vida se alguém começasse a contar suas dores e alegrias. Para Maria cada dia era um novo dia, e podia trazer novos acontecimentos, mesmo ali no vilarejo de Betânia. As rotinas não eram seu forte, além do mais havia muitas pessoas precisando de alguém do lado para ajudá-las.

3) A morte de Lázaro

João, o evangelista, conta a história da morte de Lázaro, irmão de Marta e Maria. É impressionante o relato sobre a reação das duas irmãs.

Depois de usar os escassos recursos de que a medicina dispunha naqueles dias, Marta e Maria mandam avisar a Jesus que Lázaro estava doente. Elas sabiam que Ele poderia ir além das tentativas frustradas dos médicos.

Ao receber a notícia, ele diz aos discípulos que Lázaro está morto, mas que iria despertá-lo. Jesus recebe a notícia, mas não vai de imediato. Quando ele chega a Betânia, Lazáro estava morto há 4 dias.

Marta e Maria estavam arrasadas com a morte do irmão, provavelmente mais novo. João diz que muitas pessoas foram visitar as duas para consolá-las a respeito da morte do irmão. É nesse cenário que chega a notícia de que Jesus estava chegando à vila. Qual a reação das irmãs?

Marta, quando soube que vinha Jesus, saiu ao seu encontro; Maria, porém, ficou sentada em casa. (João 11:20 ARA)

Marta não pode esperar. Ela sabe por qual caminho Jesus está chegando. Ela viu seu irmão adoecer, tomou as providências necessárias e ainda assim viu a doença se agravar; tomou a iniciativa de avisar a Jesus, e ainda assim seu irmão morreu. Porque as coisas não estavam funcionando como deveriam? Ela não podia esperar. Correu ao encontro do mestre.

Maria não tinha forças para reagir. Seu coração estava partido. O irmão a quem tanto amava se fora. Ela ficara ao lado dele durante toda a enfermidade. Compressas quentes e chás (que Marta providenciara), noites em claro acompanhando a agonia do irmão. Mas ele se fora. Maria não conseguia se mover. Ficou sentada em casa esperando Jesus.

Marta sai em busca de Jesus. Se alguém poderia resolver tudo isso era Jesus. As coisas não estavam funcionando bem, mas Jesus poderia colocar tudo nos seu devido lugar.

Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se estiveras aqui, não teria morrido meu irmão. Mas também sei que, mesmo agora, tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá. (João 11:21-22 ARA)

Ela conhecia o Mestre, sabia dos milagres que ele já fizera. Ela sabia que bastava uma oração de Jesus ao Pai. Mas para Marta, naquele momento, o amigo Jesus era apenas o meio para por em ordem o caos que tomara conta do seu mundo.

Jesus tenta consolar Marta dizendo que Lázaro voltaria à vida. Ela entra numa discussão teológica sobre a ressurreição do último dia. Jesus tenta explicar novamente para a agitada Marta: Eu sou a ressurreição e vida! Marta, esqueça seu irmão, esqueça sua vida certinha e organizada, acalme seu coração.

Jesus disse: “Sou eu quem levanta os mortos e dá a eles uma nova vida. Todo aquele que crê em mim, mesmo que morra como qualquer outro, viverá novamente. (João 11:25 BV)

Maria ainda está em casa. Marta fala com a irmã em separado e diz que Jesus a está chamando. Maria não tem forças, mais levanta e vai ao encontro de Jesus, que ainda não tinha entrado na cidade. As pessoas que estavam consolando Maria foram junto, pensando que ela iria chorar no túmulo do irmão.

Quando Maria chegou ao lugar onde estava Jesus, ao vê-lo, lançou-se-lhe aos pés, dizendo: Senhor, se estiveras aqui, meu irmão não teria morrido. Jesus, vendo-a chorar, e bem assim os judeus que a acompanhavam, agitou-se no espírito e comoveu-se. (João 11:32 – 33 ARA)

Então acontece ao que impressiona. Maria encontra Jesus e fala exatamente a mesma coisa que irmã havia falado. Mas ela não tem argumentos teológicos.

Ao ver Jesus ela se lança aos pés do mestre e chora. Maria não tem mais o que falar, ela chora abraçada aos pés de Jesus. E foi o lamento daquela mulher que moveu o coração Jesus, e ele chorou pela dor que todos ali estavam passando.

4) O TEMPO DE DEUS

I.O TEMPO DO MILAGRE

1.Como conciliar o amor de Jesus com o nosso sofrimento – v. 3

A família de Betânia era amada por Jesus – Ele amava a Marta, Maria e Lázaro, mas mesmo assim, Lázaro ficou enfermo. Se Jesus amava a Lázaro por que permitiu que ele ficasse doente? Por que permitiu que suas irmãs sofressem? Por que permitiu que o próprio Lázaro morresse? Aqui está o grande mistério do amor e do sofrimento.

Marta e Maria fizeram a coisa certa na hora da aflição – Buscaram ajuda em Jesus. Elas sabiam que Jesus mudaria a agenda e as atenderia sem demora.

Elas buscaram ajuda na base certa – o amor de Jesus por Lázaro e não o amor de Lázaro por Jesus. Quem ama tem pressa em socorrer a pessoa amada. Hoje dizemos: Jesus, aquele a quem amas está com câncer. Jesus, aquele a quem amas está se divorciando? Jesus, aquele a quem amas está desempregado.

Por que Jesus não curou Lázaro à distância – Jesus poderia ter impedido que Lázaro ficasse doente e podia também curá-lo à distância. Ele já havia curado o filho do oficial do rei à distância. Por que não curou seu amigo a quem amava? A atitude de Jesus parece contradizer o seu amor.

Os judeus não puderam conciliar o amor de Cristo com o sofrimento da família de Betânia (v. 37) – Eles pensaram que amor e sofrimento não podiam andar juntos.

Se Jesus nos ama, por que sofremos? – Se Jesus nos ama, por que passamos pela aflição. Se ele é todo-poderoso, por que não nos livra do sofrimento? Por que um filho de Deus fica doente, perde o emprego, enfrenta o luto?

Sem imunidades especiais – O Pai amava o Filho, mas permitiu que ele bebesse o cálice do sofrimento e morresse na cruz em nosso lugar. O fato de Jesus nos amar não nos torna filhos prediletos. O amor de Jesus não nos garante imunidade especial contra tragédias, mágoas e dores. Ilustração: Nenhuma dos discípulos teve morte natural, exceto João, e ele morreu exilado em uma ilha solitária. Jesus não protemeu imunidade especial, mas imanência especial. Ele nunca prometeu uma explicação, prometeu ele próprio, aquele que tem todas as explicações.

2.Como conciliar a nossa necessidade com a demora de Jesus – v. 6,39

Ao invés de mudar sua agenda para socorrer Lázaro, Jesus ficou ainda mais dois dias onde estava. Em vez de ir, manda apenas um recado: “Esta enfermidade não é para a morte, mas para a glória de Deus”, mas Lázaro morreu.

Marta precisou lidar não apenas com a doença do irmão, mas também com a demora de Jesus. Por que ele não veio? Será que ele virá? Será que ele nos ama mesmo? Muitos passaram a censurar a demora de Jesus.

Marta oscilou entre a fé e a lógica. Pois como entender as palavras de Jesus: “Esta enfermidade não é para a morte, mas para a glória de Deus” se quando o mensageiro a entregou a Jesus, Lázaro já havia morrido? Ela duvidou. Ela se angustiou.

A demora de Jesus a deixou frustrada, quase decepcionada (v. 21).

Muitas vezes, Jesus parece demorar:

a) Deus prometeu um filho a Abraão e Sara – Só depois de 25 anos cumpriu a promessa.

b) A tempestade no mar – só na quarta vigília da noite, foi ao encontro dos discípulos.

c) Jairo vai pedir socorro a Jesus – quando Jesus chega sua filha já estava morta.

d)A fé de Marta passa por 3 provas:

1) A ausência de Jesus (v. 3);

2) A demora de Jesus (v. 21);

3) A morte de Lázaro (v. 39),

3.Como conciliar o nosso tempo (cronos), com o tempo de Jesus (kairós) – v. 6

A distância entre Betânia e onde Jesus estava dava mais de 32 Km. Levava um dia de viagem. O mensageiro gastou um dia para chegar a Jesus. Logo ao sair de Betânia Lázaro morreu. Quando deu a notícia a Jesus, Lázaro já estava morto. Jesus demora mais dois dias. E gasta outro dia para chegar. Daí quando chegou, Lázaro já estava sepultado há quatro dias.

Jesus se alegrou por não estar em Betânia antes da morte de Lázaro (v. 15). Ele deu graças ao Pai por isso (v. 41b). Jesus sempre agiu de acordo com a agenda do Pai (2:4; 7:6,8,30; 8:20; 12:23; 13:1; 17:1).

Ele sabe a hora certa de agir. Ele age segundo o cronograma do céu e não segundo a nossa agenda. Ele age no tempo do Pai e não segundo a nossa pressa. Quando ele parece demorar, está fazendo algo maior e melhor para nós.

Marta e Maria pensaram que Jesus tinha chegado atrasado, mas ele chegou na hora certa, no tempo oportuno de Deus (v. 21,32).

Jesus não chega atrasado. Ele não falha. Ele não é colhido de surpresa. Ele conhece o fim desde o princípio, o amanhã desde o ontem. Ele enxerga o futuro desde o passado. Ele sabia que Lázaro estava doente e que Lázaro já estava morto. Ele demorou mais dois dias porque sabia o que ia fazer.

II. O MODO DO MILAGRE

1) Jesus não está preso às categorias do nosso tempo – v. 22-25

Marta crê no Jesus que poderia ter evitado a morte (v. 21)- PASSADO.

Marta crê no Jesus que ressuscitará os mortos no último dia (v. 23-24) – FUTURO.

Mas Marta não crê que Jesus possa fazer um milagre AGORA. Marta vacila entre a FÉ (v. 22) e a lógica (v. 24).

Somos assim também. Não temos dúvida que Jesus realizou prodígios no passado. Não temos dúvida de crer que ele fará coisas tremendas no fim do mundo. Mas nossa dificuldade é crer que ele opera ainda hoje com o mesmo poder.

Talvez essa é a sua angústia – Você tem orado pelo seu casamento e o vê mais perto da dissolução. Você tem orado pela conversão do seu cônjuge e o vê mais endurecido. Você tem orado pelos seus filhos e eles continuam mais distantes de Deus. Você tem orado pelo seu emprego e ele ainda não surgiu. Você tem orado pela sua vida emocional e ainda ela parece um deserto.

Ah se tudo fosse diferente – Passado e Futuro – O grande erro do “Ah se fosse diferente” das duas irmãs, foi omitir o poder presente do Cristo vivo. Marta vivia ou no passado ou no futuro. Mas é no presente que o tempo toca a eternidade. Não podemos viver de lembranças que já passaram nem apenas das promessas que ainda são futuro.

Precisamos crer hoje. Jesus não é o grande EU ERA nem o grande EU SEREI. Ele é o grande EU SOU.

Nesse evangelho ele diz:

1) “Eu sou o pão da vida” (6:35);

2) “Eu sou a luz do mundo” (8:12);

3) “Eu sou a porta” (10:9);

4) “Eu sou o bom pastor” (10:11);

5) “Eu sou a ressurreição e a vida” (11:25);

6) “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (14:6);

7) “Eu sou a videira verdadeira” (15:1).

2) Jesus se identifica com a nossa dor – v. 35

A) Aquele que cura as nossas chagas é ferido conosco

As lágrimas de Jesus revelam sua humanidade, sua compaixão, seu amor (v. 36). Jesus se importa com você e com sua dor.

Ele é o Deus Emanuel.

Ele chora com você. Ele sofre por você. Ele se importa com você. Ele se identifica com você. Ele é o Deus que chora, que sofre, que terapeutiza a nossa dor.

B) Aquele que enxuga as nossas lágrimas chora conosco

Jesus não apenas está presente com você em seu sofrimento, ele se compadece de você, chora com você. Jesus chorou em público, diante de uma multidão, condoendo-se daquela família enlutada.

3.Jesus não exclui a participação humana em face da sua intervenção milagrosa – v. 39,40,44

A)Tirai a pedra – Só Jesus tem o poder para ressuscitar um morto. Isso ele faz. Mas tirar a pedra e desatar o homem que está enfaixado, isso as pessoas podem fazer e ele as ordena que façam.

Jesus chama a Lázaro da sepultura. Se Jesus não tivesse mencionado o nome de Lázaro, todos os mortos sairiam do túmulo.

Mas, Lázaro mesmo morto pôde ouvir a voz de Jesus. No dia final, na segunda vinda de Cristo, os mortos também ouvirão a sua voz e sairão do túmulo (Jo 5:28-29).

Senhor, já cheira mal – Tirar a pedra significa enfrentar uma situação que não queremos mais mexer. É tocar em situação que só vai nos trazer mais dor. É abrir a porta para algo que já cheira mal. Temos medo de enfrentar o nosso passado de dor.

Quando tiramos a pedra e olhamos para dentro do túmulo, Jesus olha para cima e ora (v. 41) –

Ao enfrentar o mau cheiro de um túmulo aberto Jesus orou. Oramos nós por aqueles que estão aflitos? Cremos que Deus responde as orações? Como Jesus orou? Quando o milagre aconteceu? Quando Jesus deu graças.

B)Desatai-o e deixai-o ir – Lázaro agora estava vivo, mas com vestes mortuárias. Seus pés, suas mãos e seu rosto estavam enfaixados. Precisamos nos despir das vestes da velha vida. Precisamos nos revestir das roupagens do novo homem. Precisamos ajudar uns aos outros a remover as ataduras que nos prendem. Precisamos ajudar uns aos outros a remover as ataduras do passado. Somos uma comunidade de cura, e restauração. Precisamos começar esse processo em primeiro lugar em nosso lar. Há ataduras que nos prendem ao passado: hábitos, pecados, vícios, costumes que nos limitam e tiram a nossa liberdade e a nossa ação. Soltem os seus filhos, deixem que eles cresçam. Há tempo de atar e tempo de desatar.

C)Se creres, verás – Jesus quer não apenas que encontremos a solução, mas que nos tornemos a solução. Em vez de duvidar, de questionar, de lamentar, Marta deveria crer. A porta do milagre é aberta com a chave da fé.

III. O PROPÓSITO DO MILAGRE

1.A glória de Deus – v. 4

Tudo que Jesus ensinou e fez foi para a glória de Deus. A glória do Pai era o seu maior projeto de vida. Ele veio revelar o Pai. Ele veio para mostrar como é o coração de Deus. Ele nunca fugiu desse ideal.

A morte de Lázaro era uma oportunidade para que o Pai fosse glorificado. A ressurreição de um morto é um milagre maior do que a cura de enfermo. A ressurreição de um morto de quatro dias é maior do que a ressurreição de alguém que acabou de morrer.

A coisa mais importante em nossa vida não é sermos poupados dos problemas, mas glorificarmos a Deus em tudo o que somos e fazemos.

Quando somos confrontados pela doença, desapontamento, demora e mesmo pela morte, nosso único encorajamento é saber que vivemos pela fé e não pelo que vemos.

Salmo 50:15: “Invoca-me no dia da angústia, eu livrarei e tu me glorificarás”.

2.O despertamento da fé – v. 15,42,45

O milagre não é um fim em si mesmo – Ele tem o propósito de abrir portas para a fé salvadora e avenidas para uma confiança maior em Deus. Os milagres de Cristo sempre tiveram um propósito pedagógico de revelar verdades espirituais.

a) Quando ele multiplicou os pães, queria ensinar que ele era o Pão da Vida.

b) Quando curou o cego de nascença, queria ensinar que ele era a Luz do Mundo.

c) Quando ressuscitou Lázaro, queria ensinar que ele é a ressurreição e a vida.

1) Jesus tinha o propósito de fortalecer a fé de seus discípulos (v. 15).

2) Jesus tinha o propósito de que Marta cresse, antes de ver a glória de Deus (v. 26,40).

3) Jesus tinha o propósito de despertar fé salvadora nos judeus que estavam presentes junto ao túmulo de Lázaro (v. 42).

4) Jesus tinha o propósito proclamar que a vida futura só pode ser alcançada pela fé nele e que a morte não tem a última palavra para aqueles que nele crêem (v. 25-26).

CONCLUSÃO

O salmista no salmo 30.5b disse: o choro pode durar a noite inteira, mas alegria vem ao romper da alva,

Jesus Cristo toma esta palavra e dá-nos uma paráfrase nela dizendo assim bem-aventurados os que choram porque eles serão consolados (Mts.5,4) Já se popularizou a idéia de que chorar é coisa de mulher e de criança. Acredita-se que o homem que é homem, não chora. Só que a bíblia passa a idéia de que os melhores homens choram mais facilmente. Jesus não foi nenhum molenga ou almofadinha quem disse: “Bem-aventurados os que choram, ele não escondeu as suas lágrimas diante do pranto de duas de suas seguidoras, Maria e Marta.(João 11.35) Jesus chorou. ( a palavra chorou de Maria e dos líderes religiosos judeus é diferente porque significa “lamentar” que era comum num funeral da época, enquanto a palavra empregada para o choro de Jesus significa apenas “derramar lágrimas” que as emoções de Jesus eram profundas e genuínas porque o seu amigo havia morrido.

Talvez você esteja hoje passando por uma aflição como Lázaro, Marta e Maria. Talvez há alguém enfermo na sua casa. Talvez você tem orado pela cura e vê seu ente-querido piorando. Talvez você espera a intervenção de Jesus e ele parece atrasado. Talvez as pessoas cobrem de você, por que Jesus ainda não atendeu o seu clamor.

Saiba de uma coisa: Jesus nunca chega atrasado. Ele não é apenas o Deus que fez e fará. Ele é o Deus que faz. Ele chora com você. Ele se importa com você e ele faz o impossível para você.

Para socorrer você ele deu sua própria vida. Para levantar Lázaro da sepultura, ele enfrentou a prisão e a morte. Para salvar você ele desceu ao hades: foi preso, condenado e pregado na cruz.

Ainda que seu problema seja insolúvel, ainda que seu Lázaro esteja sepultado há quatro dias, creia e você verá a glória de Deus!

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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O Deus que Supre.

1 Reis 17: 14 e 15
Porque assim diz o Senhor, Deus de Israel: A farinha da tua panela não se acabará, e o azeite da tua botija não faltará, até ao dia em que o Senhor fazer chover sobre a terra. Foi ela e fez conforme a palavra de Elias; assim, comeram ele, ela e a sua casa muitos dias.

Este é
capítulo da provisão divina. Na essência do texto, os holofotes não estão focados sobre o profeta, mas sobre o Deus a quem ele serve. Aqui, a última palavra não é do homem, mas de Deus, que decide os rumos da história. Ele é quem impede o escurecer das nuvens celestiais para não cair uma só gota de água, durante três anos e meio, sobre a terra (Tg 5:17). É Deus quem ordena a direção dos passos de Elias para livrá-lo das garras assassinas do diabólico Acabe. A lógica é muito simples: Deus ordena e o profeta obedece.
Ele levanta a sua voz poderosa e a natureza se rende aos propósitos de suas instruções. Este capítulo é uma atalaia que anuncia enfaticamente as incríveis obras do Senhor Todo-Poderoso sobre a incapacidade humana. É um espelho que reflete a bondade de Deus através da sua provisão e nos traz a convicção de que ele supre as nossas necessidades em meio à solidão, à insegurança, à desorientação, à fome, à seca, enfim, nos momentos mais angustiantes da vida, indicando lugares, adotando métodos e utilizando pessoas. O Deus que supre, age de maneira singular. Hoje, aprenderemos que Deus atua de modo inusitado, a fim de nos suprir eficazmente.

Vejamos os três princípios usados por Deus no suprimento das nossas necessidades.


1. PARA NOS SUPRIR, DEUS, ÀS VEZES, INDICA LUGARES INCOMUNS

Veja como começa o capítulo 17:

Então, Elias, o tesbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Tão certo como vive o Senhor, Deus de Israel, perante cuja face estou, nem orvalho nem chuva haverá nestes anos (v.1).

Com autoridade de profeta do Senhor, Elias confronta o perverso e idólatra Acabe, que, juntamente com a sua esposa, Jezabel, perseguia e matava os profetas de Deus. Estes eram devotos de Baal, que, por sua vez, “era o deus da fertilidade. Se a chuva fosse retida, a credibilidade dessa divindade pagã cairia por terra. Isso seria quebrar a espinha dorsal de Baal”.

Elias estava mexendo com “gente grande”, com a cúpula mafiosa de Israel. Quando perturbamos pessoas dessa índole, automaticamente, colocamos a nossa vida em perigo. O profeta, portanto, estava em apuros! Provavelmente, as preocupações de um homem frágil e angustiado invadiram a sua mente. Talvez ele tivesse pensado: “E agora, o que eu vou fazer?” Esta é uma pergunta que tem nos incomodado nos momentos de profundas inquietações. O que fazer, quando o mal bate a nossa porta? O que fazer, quando ninguém se dispõe a nos ajudar? O que fazer, quando não soubemos o que fazer?

Esperar em Deus é a atitude mais coerente. Quem assim age, não fica desamparado! Não há coisa melhor do que a companhia divina!

Então, Deus “entra em cena” e se manifesta alertando o profeta, no versículo 3, da seguinte maneira: Vai-te daqui, e vira-te para o oriente, e esconde-te junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão.

Neste texto, observamos duas ordens inusitadas de Deus. A primeira ordem é a fuga do profeta. Não seria tão estranho se Elias fugisse por medo, fraqueza ou falta de fé. Contudo, o motivo da fuga não consiste em nenhum desses aspectos, mas, sim, no fato de que o próprio Deus a ordenou! A expressão Vai-te daqui, juntamente com o verbo esconde-te, indica esse fato. Haverá momentos em que Deus, para nos preservar do mal, ordenará que fujamos do confronto. A segunda ordem é o destino do profeta. Ele deveria se esconder junto ao ribeiro de Querite. Deus poderia muito bem enviá-lo a um lugar mais próspero, com mais variedade de opções, onde houvesse fartura, mas não o fez. “Querite era um riacho, e os riachos em um instante secam. Um rio teria sido uma opção mais lógica”. Mas a lógica de Deus nem sempre condiz com a lógica humana. Não se admire se Deus terá do lugar onde há “carnes, cebolas e alhos” para lhe suprir com “maná” no deserto. Não se preocupe, se ele decidir mudar a sua rota do trono para o Calvário. Ele sabe para onde você deverá ir. Preferimos a fartura do rio, enquanto Deus escolhe a escassez de um riacho. Gostamos do óbvio, do concreto, do comum. Deus, porém, indica o inesperado. Deus escolheu um lugar in-comum e improvável para suprir o seu servo.

Por que Deus, às vezes, age dessa forma? Por que, às vezes, Deus nos envia para os riachos, em vez de nos dirigir para os abundantes rios da vida? É porque ele quer que dependamos da sua pessoa! É porque ele tem poder para nos suprir! No riacho não lhe faltará pão nem carne. Deus não lhe deixará sucumbir pela sede! Acredite: em meio à escassez, Deus sustentará você! Em Querite, ninguém poderia prender torturar ou matar Elias. Inimigo nenhum poderia tocá-lo. Os lugares incomuns indicados por Deus são seguros! “Os homens de acabe poderiam procurá-lo durante dias e provavelmente não iriam encontrá-lo”.

As pessoas podem não saber onde estamos o que fazemos, nem as intenções da nossa mente. Deus, porém, sabe onde nos encontrar. Ele nos conhece mais do que nós mesmos! O salmista afirma isso com muita segurança ao dizer: Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos (Sl 139:23). É impossível nos escondermos do seu olhar ou fugirmos da sua presença!

O nome Querite deriva do verbo original Cha-rath, que significa “cortar, colocar no tamanho certo”. Esta definição se adéqua perfeitamente à situação de Elias. Ele foi, literalmente, “cortado” por Deus do convívio das pessoas. Por um espaço de tempo, Deus não mais falou pela boca dele. O profeta se calou. Viver em Querite é viver no anonimato. Elias não foi amordaçado pelos soldados de Acabe, mas foi algemado pelas cadeias da solidão. A solidão é terrível! Ninguém gosta de conviver com ela! O profeta não tinha um só amigo mortal por perto. Mas Deus era a sua companhia! Com Deus não estamos sozinhos nem desamparados, irmãos! Deus é o nosso verdadeiro amigo!

Veja a primeira parte do versículo 4: E há de ser que beberás do ribeiro.

Deus nos supre nos lugares mais solitários e incomuns em que possamos viver. Se você está vivendo no “cárcere do isolamento”, lembre-se que Deus não lhe abandonou.

A palavra dele para você é: não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fel (Is 41:10). O Deus. Que supre sabe onde você está. Ele é o seu verdadeiro pastor e não deixará faltar o necessário para a sua subsistência (Sl 23:1). Acredite na provisão divina!

Até aqui, vimos o primeiro princípio usado por Deus no supre-mento das nossas necessidades. Vejamos, portanto, o segundo:

2.PARA NOS SUPRIR, DEUS, ÀS VEZES, ADOTA MÉTODOS INCRÍVEIS

Como vimos o lugar indicado por Deus a Elias foi o ribeiro de Querite. O ribeiro é garanta de água, ou seja, pelo menos, de sede, ele não morreria (v.4a). Todavia, uma pessoa não sobrevive só de água. O organismo humano precisa de alimento. Porém, o episódio não acontece em época de fartura. O tempo das “vacas gordas” havia terminado e a seca se tornado a grande vilã da vez. O profeta vive numa época em que o alimento é escasso, a apostasia é predominante, e a perseguição, desoladora. Elias havia fugido de Acabe, Jezabel e da sede. Mas ainda precisava escapar da fome.

É aí que mais uma vez Deus se manifesta! Por favor, observe a parte b do versículo 4: e eu tenho ordenado aos corvos que ali te sustentem. Note que o profeta ainda nem havia se dirigido à Querite e Deus já havia planejado uma maneira de prover a sua necessidade.

Deus sempre estará, a “passos largos”, à nossa frente. Ele sempre nos surpreenderá com suas ações inimagináveis! Deus não pode ser frustrado com os imprevistos da vida, pois ele prevê o imprevisível! Se você tem uma vida de intimidade com Deus, sabe perfeitamente que ele sempre tem uma solução viável para os seus problemas.

A parte b do versículo 4 nos mostra dois aspectos interessantes da provisão divina.

O primeiro é o método adotado. Deus poderia ter usado métodos óbvios para suprir Elias. Com uma só palavra ele faria brotar da terra mais estéril da região de Querite, uma árvore com deliciosos frutos. Por que ele não fez isso? Porque é Deus imprevisível! Ele tem os seus próprios métodos. Para suprir o profeta, Deus dá ordem a corvos! Deus poderia ter enviado um anjo do céu para servi-lo, mas preferiu adotar outro método. Deus, às vezes, caminha na contramão do raciocínio humano. O nosso Deus é poderoso para fazer jorrar águas de uma rocha (Dt 8:15); soberano para derramar maná do céu (Jo 6:31), e prodigioso para lançar codornizes sobre o deserto, a fim de suprir os famintos (Ex 16:13). Quem usaria tais métodos? Quem trabalharia de modo tão surpreendente? A resposta é óbvia: Deus, somente Deus! Ele adota métodos incríveis! Deus faz milagres! É desse modo que o Senhor trabalha irmãos! Não se atemorize, quando estiver enfrentando a horrenda seca da falta de emprego, da enfermidade, da desestruturação familiar, ou mesmo da falta de alimento. Deus pode adotar métodos incríveis para lhe suprir. Aquilo que é “incrível” é algo espantoso, extraordinário, singular, inexplicável e, muitas vezes, impossível aos seres humanos. Deus utilizou o seu poder sobre a natureza não apenas no deserto, mas também em um riacho. A diferença entre as codornizes do deserto e os corvos do riacho é que aquelas usadas para alimento e estes, como garçons. Os corvos não levantariam suspeitas aos inimigos. Ninguém se importaria se um bando de aves passasse voando com comida no bico.

Usar corvos transportando comida para suprir gente é um milagre extraordinário de Deus. Há coisas que só Deus pode fazer.

O segundo aspecto é a promessa feita. Na parte b do versículo 4, Deus faz uma promessa de provisão. É como se ele estivesse dizendo: “Eu vou te sustentar com os meus métodos”. A promessa feita foi cumprida. Veja, por gentileza, o versículo 6: E os corvos lhe traziam pão e carne pela manhã, como também pão e carne à noite; e bebia do ribeiro. Este texto é uma prova de que Deus, nas circunstâncias menos favoráveis, cumprirá com suas palavras! O profeta Isaías confirma a verdade da fidelidade divina, dizendo: Que direi? Como prometeu assim me fez (Is 38:15a).

O versículo 6 nos leva à seguinte pergunta: De onde vieram as carnes e os pães? Esta é uma questão que não sabemos responder. Há coisas que não podemos questionar, mas aceitar. Nem sempre entenderemos os propósitos dos métodos de Deus. Nem sempre descobriremos o porquê de Deus nos enviar para um lugar como Querite ou o porquê dele não ter impedido que fôssemos lançados na “fornalha” do sofrimento. Mas de uma coisa sabemos: Deus nos suprirá em quaisquer lugares e em quaisquer circunstâncias através dos seus métodos mirabolantes! Confiemos métodos divinos! Ele sempre fará o melhor por você! Os métodos incríveis de Deus nos garantem pão e carne durante o dia e durante a noite (v.6). Irmãos, os recursos divinos são ilimitados! Nunca pense que Deus não poderá supri-lo com segurança na hora do medo, com motivação na hora do desânimo, com companhia na hora da solidão, com amor na hora do ódio, com paz na hora do desespero e com vida na hora da morte. Não se preocupe com o modo ou com o tempo de Deus agir. Apenas acredite: ele agirá! Acredite em suas misericórdias, que são infindáveis e se renovam todos os dias (Lm 3:22, 23).

Acredite em seu poder e em seus métodos!Após analisarmos dois princípios usados por Deus no suprimento das nossas necessidades, atentemos para o terceiro e outro princípio:

3. PARA NOS SUPRIR, DEUS, ÀS VEZES, UTILIZA PESSOAS LIMITADAS

Após haver indicado um lugar incomum e adotado um método incrível para suprir Elias, chegou o momento de Deus utilizar uma pessoa limitada! A trajetória do profeta é um tanto turbulenta. Ela começa na fartura, e segue na seca (v. 1). Mas em Querite, ele é sustentado com água do riacho e com alimento trazido pelos corvos (vs. 4-6). Contudo, algo inusitado acontece.

Por gentileza, veja o que diz o versículo 7: Mas, passados dias, a torrente secou, porque não chovia sobre a terra.

O que parecia improvável aconteceu. O Deus que supre permitiu que faltasse água ao profeta obediente. Mesmo quando estamos no centro da vontade Deus, o nosso riacho poderá secar-se. Porém, não temos direito algum de murmurar contra o Senhor. É certo afirmar que “o Deus que dá água também pode reter a água. Este é um direito soberano de Deus”.

A qualquer momento, os nossos planos poderão ser frustrados e as portas se fecharem em diversas áreas da nossa vida. O emprego poderá ficar escasso, o dinheiro faltar e a faculdade, tornar-se apenas um sonho irreal; a alegria transformar-se em tristeza e o riso, em pranto. Mas espere Deus falar! Ele sempre nos traz uma palavra de esperança! Ainda não era o fim para Elias!

Veja Deus falando ao profeta no versículo 9: Levanta-te, e vai a Sarepta, que é de Sidom, e habita ali; eis que eu ordenei ali a uma mulher viúva que te sustente. Neste texto, uma personagem em especial chama a atenção: a viúva de Sarepta. Não sabemos o seu nome, mas o versículo que lemos nos fornece uma informação fundamental sobre ela. “Aquela pobre viúva vivia em Sidom, uma comunidade gentia. Ironicamente, era a mesma região onde Jezabel vivia antes de casar com Acabe”.

Era exatamente esta mulher que Elias deveria procurar ao chegar naquele lugar. Ele seria sustentado por ela!Isso parece ser um tanto incoerente. Como uma viúva pode-ria sustentar um profeta em tempos de seca? O fato de ela ser viúva significa que se tratava de uma pessoa carente, desamparada, com recursos extremamente limitados. Devemos ainda levar em conta que ela tinha um filho para sustentar (v.12), o que torna a situação ainda mais perturbadora. É possível que em Sarepta houvesse pessoas bem mais sucedidas material-mente e que poderiam sustentar, confortavelmente, o profeta de Deus. Porém, dentre os muitos habitantes da cidade, Deus escolheu uma viúva para suprir Elias. No versículo 10, o profeta encontra a viúva em Sarepta apanhando lenha para fazer comida, e pede-lhe água. No versículo 11, ela lhe dá água, mas ele lhe pede pão para matar sua fome. Dessa vez, ela não atende de imediato o pedido de Elias, mas lhe dá uma resposta desanimadora na parte a do versículo 12, que diz: ... “Nem um bolo tenho, senão somente um punhado de farinha numa panela e um pouco de azeite numa botija”. Em outras palavras, ela estava lhe dizendo: “me desculpe, mas não posso lhe ajudar porque a minha comida é muito pouca; é a única que eu tenho; eu preciso dela e não posso dividir com você”.

Deus se utiliza de pessoas limitadas. Ele não olha com “interesses” para aquilo que possuímos. Ele não nos valoriza pelo que temos, mas pelo que somos. Deus é quem nos dá recursos para suprirmos outras pessoas! Observe a resposta de Elias:... Primeiro faça um pequeno bolo com o que você tem e traga para mim (...). Pois assim diz o Senhor, o Deus de Israel: A farinha da vasilha não se acabará e o azeite na botija não secará (vv.13,14). Isso significa fartura! É a manifestação do milagre de Deus na vida do profeta, da viúva e de seu filho; é a vitória da provisão e a derrota da escassez. Observe que o profeta usa a palavra de Deus. Ele utiliza a expressão: “assim diz o Senhor”. A palavra de Deus nos supre em tempos de fome! Ela é poderosa para multiplicar a nossa farinha e o nosso azeite todos os dias! A palavra do Senhor na boca do profeta trouxe de volta esperança a uma viúva, cuja certeza era a morte (v.12b). Deus lhe decretou vida! Ele mudou a sua sorte no versículo 16 que afirma: Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou, segundo a palavra do SENHOR, por intermédio de Elias. Uma pessoa sem dinheiro no banco pode ser bênção de Deus para o aflito! Devemos, ainda, lembrar que Deus não se utiliza das pessoas visando a sua beleza exterior. Aquela mulher devia ter uma aparência rústica. Ela havia sido por muito tempo, castigada pela fome. “Sua pele, antes macia e formosa, trazia rugas profundas por causa do rigor da pobreza”.

O Deus que supre usa você para a realização de um milagre sem se importar com a cor dos seus olhos, com o tipo dos seus cabelos, com o for-mato do seu rosto ou com a sua estatura física. Ele trabalha na simplicidade de corações humildes que se dispõem a serem utilizados como instrumentos em suas mãos!

CONCLUSÃO: Nos dois sábados anteriores, a Bíblia foi aberta e suas páginas, utilizadas fielmente para nos apresentar o Deus que livra e o Deus que cura. Hoje, ela nos mostrou a soberania e a bondade do Deus que supre. O Deus que faz milagres ama você e a sua família. Ele nunca lhes desprezará no perigo ou na doença. Ele jamais deixará de lhes suprir quando os recursos terminarem, mesmo que para isso, ele lhes indique lugares incomuns, adote métodos incríveis ou utilize pessoas limitadas. Aquilo que você não pode fazer O Senhor fará por você! Ele trabalhará na sua incapacidade! É possível que, hoje, esta mensagem esteja sendo direcionada a pessoas que estão vivendo em meio ao caos de um riacho seco. Pode ser que haja neste lugar homens e mulheres com o coração aflito, desesperado, e sem forças sequer, para acreditar em um milagre. O Deus que supre cuida de você! Ele não se esqueceu da sua angústia nem lhe abandonou à sua própria sorte! Acredite na provisão do Senhor! Conforme a sua palavra, Deus trará de volta alegria ao seu coração e você poderá contemplar os seus grandes feitos! Lembre-se: a farinha não acabará e o azeite não faltará!