sábado, 17 de setembro de 2011

O DIA EM QUE JESUS “QUASE” CHEGOU ATRASADO.

Texto: João 11:32-45

A ressurreição de Lázaro

32 Tendo, pois, Maria chegado aonde Jesus estava, e vendo-o, lançou-se aos seus pés, dizendo-lhe: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.

33 Jesus pois, quando a viu chorar, e também chorando os judeus que com ela vinham, moveu-se muito em espírito, e perturbou-se.

34 E disse: Onde o pusestes? Disseram-lhe: Senhor, vem, e vê.

35 Jesus chorou.

36 Disseram, pois, os judeus: Vede como o amava.

37 E alguns deles disseram: Não podia ele, que abriu os olhos ao cego, fazer também com que este não morresse?

38 Jesus, pois, movendo-se outra vez muito em si mesmo, veio ao sepulcro; e era uma caverna, e tinha uma pedra posta sobre ela.

39 Disse Jesus: Tirai a pedra. Marta, irmã do defunto, disse-lhe: SENHOR, já cheira mal, porque é já de quatro dias.

40 Disse-lhe Jesus: Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus?

41 Tiraram, pois, a pedra de onde o defunto jazia. E Jesus, levantando os olhos para cima, disse: Pai, graças te dou, por me haveres ouvido.

42 Eu bem sei que sempre me ouves, mas eu disse isto por causa da multidão que está em redor, para que creiam que tu me enviaste.

43 E, tendo dito isto, clamou com grande voz: Lázaro, sai para fora.

44 E o defunto saiu, tendo as mãos e os pés ligados com faixas, e o seu rosto envolto num lenço. Disse-lhes Jesus: Desligai-o, e deixai-o ir.

45 Muitos, pois, dentre os judeus que tinham vindo a Maria, e que tinham visto o que Jesus fizera, creram nele.

INTRODUÇÃO

1.Este é o último grande milagre público de Jesus. Foi realizado na última semana de Jesus antes de ser preso e morto na cruz.

2.Este milagre tem várias lições importantes:

a)As crises são inevitáveis – Lázaro mesmo sendo amigo de Jesus ficou doente.

b)As crises podem aumentar – Lázaro piorou e chegou a morrer. Há momentos que somos bombardeados por problemas que escapam ao nosso controle: enfermidade, perdas, prejuízos, luto. Oramos e nada acontece. Aliás, piora. Queremos alívio e a dor aumenta. Queremos subir, e afundamos ainda mais.

c)Quando a enfermidade e o luto chegam em nossa casa, ficamos profundamente angustiados – Nessas horas nossa dor aumenta, pois nossa expectativa era de receber um milagre e ele não chega.

CONTEXTUALIZANDO

1) A Cidade

O pequeno povoado de Betânia era muito simples. Não havia nada de especial que fosse capaz de chamar a atenção para ele. Não era um centro comercial… Lá não havia em Betânia concentração de artesão… Também não era um local de peregrinação religiosa… Ou mesmo a terra natal de alguma pessoa importante. Mas para Jesus, Betânia era especial. Ali moravam seus amigos: os irmãos Marta, Maria e Lázaro.

Betânia era um pequeno vilarejo, que ficava na encosta oriental do monte das oliveiras, a cerca de três quilômetros de Jerusalém. Betânia era importante, porque ali moravam os amigos de Jesus.

2) As Irmãs

Marta e Maria. Porque não Maria e Marta? A preferência na ordem dos nomes pode indicar que Marta era a mais velha das irmãs e provavelmente a pessoa responsável pela casa. Maria era a mais nova. Assim, considerando o sistema patriarcal dos judeus, possivelmente Marta fosse uma viúva que liderava o seu lar.

Marta e Maria eram irmãs, mas muito diferentes uma da outra. Elas viam o mundo de forma tão diferente que eram capazes de reagir de forma oposta ao viverem uma mesma situação.

Marta era uma mulher prática, realizadora, daquelas que começa e termina aquilo tudo o que faz. Marta sabia que certas coisas que precisam ser feitas não devem ser adiadas. A vida fica melhor quando tudo está no seu devido lugar. Marta não era dada a muitas surpresas. Seus dias eram planejados com antecedência. Rotinas são cansativas, mas são necessárias.

Maria era do tipo contemplativa. Emoções à flor da pele, Maria era capaz de esquecer da vida se alguém começasse a contar suas dores e alegrias. Para Maria cada dia era um novo dia, e podia trazer novos acontecimentos, mesmo ali no vilarejo de Betânia. As rotinas não eram seu forte, além do mais havia muitas pessoas precisando de alguém do lado para ajudá-las.

3) A morte de Lázaro

João, o evangelista, conta a história da morte de Lázaro, irmão de Marta e Maria. É impressionante o relato sobre a reação das duas irmãs.

Depois de usar os escassos recursos de que a medicina dispunha naqueles dias, Marta e Maria mandam avisar a Jesus que Lázaro estava doente. Elas sabiam que Ele poderia ir além das tentativas frustradas dos médicos.

Ao receber a notícia, ele diz aos discípulos que Lázaro está morto, mas que iria despertá-lo. Jesus recebe a notícia, mas não vai de imediato. Quando ele chega a Betânia, Lazáro estava morto há 4 dias.

Marta e Maria estavam arrasadas com a morte do irmão, provavelmente mais novo. João diz que muitas pessoas foram visitar as duas para consolá-las a respeito da morte do irmão. É nesse cenário que chega a notícia de que Jesus estava chegando à vila. Qual a reação das irmãs?

Marta, quando soube que vinha Jesus, saiu ao seu encontro; Maria, porém, ficou sentada em casa. (João 11:20 ARA)

Marta não pode esperar. Ela sabe por qual caminho Jesus está chegando. Ela viu seu irmão adoecer, tomou as providências necessárias e ainda assim viu a doença se agravar; tomou a iniciativa de avisar a Jesus, e ainda assim seu irmão morreu. Porque as coisas não estavam funcionando como deveriam? Ela não podia esperar. Correu ao encontro do mestre.

Maria não tinha forças para reagir. Seu coração estava partido. O irmão a quem tanto amava se fora. Ela ficara ao lado dele durante toda a enfermidade. Compressas quentes e chás (que Marta providenciara), noites em claro acompanhando a agonia do irmão. Mas ele se fora. Maria não conseguia se mover. Ficou sentada em casa esperando Jesus.

Marta sai em busca de Jesus. Se alguém poderia resolver tudo isso era Jesus. As coisas não estavam funcionando bem, mas Jesus poderia colocar tudo nos seu devido lugar.

Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se estiveras aqui, não teria morrido meu irmão. Mas também sei que, mesmo agora, tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá. (João 11:21-22 ARA)

Ela conhecia o Mestre, sabia dos milagres que ele já fizera. Ela sabia que bastava uma oração de Jesus ao Pai. Mas para Marta, naquele momento, o amigo Jesus era apenas o meio para por em ordem o caos que tomara conta do seu mundo.

Jesus tenta consolar Marta dizendo que Lázaro voltaria à vida. Ela entra numa discussão teológica sobre a ressurreição do último dia. Jesus tenta explicar novamente para a agitada Marta: Eu sou a ressurreição e vida! Marta, esqueça seu irmão, esqueça sua vida certinha e organizada, acalme seu coração.

Jesus disse: “Sou eu quem levanta os mortos e dá a eles uma nova vida. Todo aquele que crê em mim, mesmo que morra como qualquer outro, viverá novamente. (João 11:25 BV)

Maria ainda está em casa. Marta fala com a irmã em separado e diz que Jesus a está chamando. Maria não tem forças, mais levanta e vai ao encontro de Jesus, que ainda não tinha entrado na cidade. As pessoas que estavam consolando Maria foram junto, pensando que ela iria chorar no túmulo do irmão.

Quando Maria chegou ao lugar onde estava Jesus, ao vê-lo, lançou-se-lhe aos pés, dizendo: Senhor, se estiveras aqui, meu irmão não teria morrido. Jesus, vendo-a chorar, e bem assim os judeus que a acompanhavam, agitou-se no espírito e comoveu-se. (João 11:32 – 33 ARA)

Então acontece ao que impressiona. Maria encontra Jesus e fala exatamente a mesma coisa que irmã havia falado. Mas ela não tem argumentos teológicos.

Ao ver Jesus ela se lança aos pés do mestre e chora. Maria não tem mais o que falar, ela chora abraçada aos pés de Jesus. E foi o lamento daquela mulher que moveu o coração Jesus, e ele chorou pela dor que todos ali estavam passando.

4) O TEMPO DE DEUS

I.O TEMPO DO MILAGRE

1.Como conciliar o amor de Jesus com o nosso sofrimento – v. 3

A família de Betânia era amada por Jesus – Ele amava a Marta, Maria e Lázaro, mas mesmo assim, Lázaro ficou enfermo. Se Jesus amava a Lázaro por que permitiu que ele ficasse doente? Por que permitiu que suas irmãs sofressem? Por que permitiu que o próprio Lázaro morresse? Aqui está o grande mistério do amor e do sofrimento.

Marta e Maria fizeram a coisa certa na hora da aflição – Buscaram ajuda em Jesus. Elas sabiam que Jesus mudaria a agenda e as atenderia sem demora.

Elas buscaram ajuda na base certa – o amor de Jesus por Lázaro e não o amor de Lázaro por Jesus. Quem ama tem pressa em socorrer a pessoa amada. Hoje dizemos: Jesus, aquele a quem amas está com câncer. Jesus, aquele a quem amas está se divorciando? Jesus, aquele a quem amas está desempregado.

Por que Jesus não curou Lázaro à distância – Jesus poderia ter impedido que Lázaro ficasse doente e podia também curá-lo à distância. Ele já havia curado o filho do oficial do rei à distância. Por que não curou seu amigo a quem amava? A atitude de Jesus parece contradizer o seu amor.

Os judeus não puderam conciliar o amor de Cristo com o sofrimento da família de Betânia (v. 37) – Eles pensaram que amor e sofrimento não podiam andar juntos.

Se Jesus nos ama, por que sofremos? – Se Jesus nos ama, por que passamos pela aflição. Se ele é todo-poderoso, por que não nos livra do sofrimento? Por que um filho de Deus fica doente, perde o emprego, enfrenta o luto?

Sem imunidades especiais – O Pai amava o Filho, mas permitiu que ele bebesse o cálice do sofrimento e morresse na cruz em nosso lugar. O fato de Jesus nos amar não nos torna filhos prediletos. O amor de Jesus não nos garante imunidade especial contra tragédias, mágoas e dores. Ilustração: Nenhuma dos discípulos teve morte natural, exceto João, e ele morreu exilado em uma ilha solitária. Jesus não protemeu imunidade especial, mas imanência especial. Ele nunca prometeu uma explicação, prometeu ele próprio, aquele que tem todas as explicações.

2.Como conciliar a nossa necessidade com a demora de Jesus – v. 6,39

Ao invés de mudar sua agenda para socorrer Lázaro, Jesus ficou ainda mais dois dias onde estava. Em vez de ir, manda apenas um recado: “Esta enfermidade não é para a morte, mas para a glória de Deus”, mas Lázaro morreu.

Marta precisou lidar não apenas com a doença do irmão, mas também com a demora de Jesus. Por que ele não veio? Será que ele virá? Será que ele nos ama mesmo? Muitos passaram a censurar a demora de Jesus.

Marta oscilou entre a fé e a lógica. Pois como entender as palavras de Jesus: “Esta enfermidade não é para a morte, mas para a glória de Deus” se quando o mensageiro a entregou a Jesus, Lázaro já havia morrido? Ela duvidou. Ela se angustiou.

A demora de Jesus a deixou frustrada, quase decepcionada (v. 21).

Muitas vezes, Jesus parece demorar:

a) Deus prometeu um filho a Abraão e Sara – Só depois de 25 anos cumpriu a promessa.

b) A tempestade no mar – só na quarta vigília da noite, foi ao encontro dos discípulos.

c) Jairo vai pedir socorro a Jesus – quando Jesus chega sua filha já estava morta.

d)A fé de Marta passa por 3 provas:

1) A ausência de Jesus (v. 3);

2) A demora de Jesus (v. 21);

3) A morte de Lázaro (v. 39),

3.Como conciliar o nosso tempo (cronos), com o tempo de Jesus (kairós) – v. 6

A distância entre Betânia e onde Jesus estava dava mais de 32 Km. Levava um dia de viagem. O mensageiro gastou um dia para chegar a Jesus. Logo ao sair de Betânia Lázaro morreu. Quando deu a notícia a Jesus, Lázaro já estava morto. Jesus demora mais dois dias. E gasta outro dia para chegar. Daí quando chegou, Lázaro já estava sepultado há quatro dias.

Jesus se alegrou por não estar em Betânia antes da morte de Lázaro (v. 15). Ele deu graças ao Pai por isso (v. 41b). Jesus sempre agiu de acordo com a agenda do Pai (2:4; 7:6,8,30; 8:20; 12:23; 13:1; 17:1).

Ele sabe a hora certa de agir. Ele age segundo o cronograma do céu e não segundo a nossa agenda. Ele age no tempo do Pai e não segundo a nossa pressa. Quando ele parece demorar, está fazendo algo maior e melhor para nós.

Marta e Maria pensaram que Jesus tinha chegado atrasado, mas ele chegou na hora certa, no tempo oportuno de Deus (v. 21,32).

Jesus não chega atrasado. Ele não falha. Ele não é colhido de surpresa. Ele conhece o fim desde o princípio, o amanhã desde o ontem. Ele enxerga o futuro desde o passado. Ele sabia que Lázaro estava doente e que Lázaro já estava morto. Ele demorou mais dois dias porque sabia o que ia fazer.

II. O MODO DO MILAGRE

1) Jesus não está preso às categorias do nosso tempo – v. 22-25

Marta crê no Jesus que poderia ter evitado a morte (v. 21)- PASSADO.

Marta crê no Jesus que ressuscitará os mortos no último dia (v. 23-24) – FUTURO.

Mas Marta não crê que Jesus possa fazer um milagre AGORA. Marta vacila entre a FÉ (v. 22) e a lógica (v. 24).

Somos assim também. Não temos dúvida que Jesus realizou prodígios no passado. Não temos dúvida de crer que ele fará coisas tremendas no fim do mundo. Mas nossa dificuldade é crer que ele opera ainda hoje com o mesmo poder.

Talvez essa é a sua angústia – Você tem orado pelo seu casamento e o vê mais perto da dissolução. Você tem orado pela conversão do seu cônjuge e o vê mais endurecido. Você tem orado pelos seus filhos e eles continuam mais distantes de Deus. Você tem orado pelo seu emprego e ele ainda não surgiu. Você tem orado pela sua vida emocional e ainda ela parece um deserto.

Ah se tudo fosse diferente – Passado e Futuro – O grande erro do “Ah se fosse diferente” das duas irmãs, foi omitir o poder presente do Cristo vivo. Marta vivia ou no passado ou no futuro. Mas é no presente que o tempo toca a eternidade. Não podemos viver de lembranças que já passaram nem apenas das promessas que ainda são futuro.

Precisamos crer hoje. Jesus não é o grande EU ERA nem o grande EU SEREI. Ele é o grande EU SOU.

Nesse evangelho ele diz:

1) “Eu sou o pão da vida” (6:35);

2) “Eu sou a luz do mundo” (8:12);

3) “Eu sou a porta” (10:9);

4) “Eu sou o bom pastor” (10:11);

5) “Eu sou a ressurreição e a vida” (11:25);

6) “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (14:6);

7) “Eu sou a videira verdadeira” (15:1).

2) Jesus se identifica com a nossa dor – v. 35

A) Aquele que cura as nossas chagas é ferido conosco

As lágrimas de Jesus revelam sua humanidade, sua compaixão, seu amor (v. 36). Jesus se importa com você e com sua dor.

Ele é o Deus Emanuel.

Ele chora com você. Ele sofre por você. Ele se importa com você. Ele se identifica com você. Ele é o Deus que chora, que sofre, que terapeutiza a nossa dor.

B) Aquele que enxuga as nossas lágrimas chora conosco

Jesus não apenas está presente com você em seu sofrimento, ele se compadece de você, chora com você. Jesus chorou em público, diante de uma multidão, condoendo-se daquela família enlutada.

3.Jesus não exclui a participação humana em face da sua intervenção milagrosa – v. 39,40,44

A)Tirai a pedra – Só Jesus tem o poder para ressuscitar um morto. Isso ele faz. Mas tirar a pedra e desatar o homem que está enfaixado, isso as pessoas podem fazer e ele as ordena que façam.

Jesus chama a Lázaro da sepultura. Se Jesus não tivesse mencionado o nome de Lázaro, todos os mortos sairiam do túmulo.

Mas, Lázaro mesmo morto pôde ouvir a voz de Jesus. No dia final, na segunda vinda de Cristo, os mortos também ouvirão a sua voz e sairão do túmulo (Jo 5:28-29).

Senhor, já cheira mal – Tirar a pedra significa enfrentar uma situação que não queremos mais mexer. É tocar em situação que só vai nos trazer mais dor. É abrir a porta para algo que já cheira mal. Temos medo de enfrentar o nosso passado de dor.

Quando tiramos a pedra e olhamos para dentro do túmulo, Jesus olha para cima e ora (v. 41) –

Ao enfrentar o mau cheiro de um túmulo aberto Jesus orou. Oramos nós por aqueles que estão aflitos? Cremos que Deus responde as orações? Como Jesus orou? Quando o milagre aconteceu? Quando Jesus deu graças.

B)Desatai-o e deixai-o ir – Lázaro agora estava vivo, mas com vestes mortuárias. Seus pés, suas mãos e seu rosto estavam enfaixados. Precisamos nos despir das vestes da velha vida. Precisamos nos revestir das roupagens do novo homem. Precisamos ajudar uns aos outros a remover as ataduras que nos prendem. Precisamos ajudar uns aos outros a remover as ataduras do passado. Somos uma comunidade de cura, e restauração. Precisamos começar esse processo em primeiro lugar em nosso lar. Há ataduras que nos prendem ao passado: hábitos, pecados, vícios, costumes que nos limitam e tiram a nossa liberdade e a nossa ação. Soltem os seus filhos, deixem que eles cresçam. Há tempo de atar e tempo de desatar.

C)Se creres, verás – Jesus quer não apenas que encontremos a solução, mas que nos tornemos a solução. Em vez de duvidar, de questionar, de lamentar, Marta deveria crer. A porta do milagre é aberta com a chave da fé.

III. O PROPÓSITO DO MILAGRE

1.A glória de Deus – v. 4

Tudo que Jesus ensinou e fez foi para a glória de Deus. A glória do Pai era o seu maior projeto de vida. Ele veio revelar o Pai. Ele veio para mostrar como é o coração de Deus. Ele nunca fugiu desse ideal.

A morte de Lázaro era uma oportunidade para que o Pai fosse glorificado. A ressurreição de um morto é um milagre maior do que a cura de enfermo. A ressurreição de um morto de quatro dias é maior do que a ressurreição de alguém que acabou de morrer.

A coisa mais importante em nossa vida não é sermos poupados dos problemas, mas glorificarmos a Deus em tudo o que somos e fazemos.

Quando somos confrontados pela doença, desapontamento, demora e mesmo pela morte, nosso único encorajamento é saber que vivemos pela fé e não pelo que vemos.

Salmo 50:15: “Invoca-me no dia da angústia, eu livrarei e tu me glorificarás”.

2.O despertamento da fé – v. 15,42,45

O milagre não é um fim em si mesmo – Ele tem o propósito de abrir portas para a fé salvadora e avenidas para uma confiança maior em Deus. Os milagres de Cristo sempre tiveram um propósito pedagógico de revelar verdades espirituais.

a) Quando ele multiplicou os pães, queria ensinar que ele era o Pão da Vida.

b) Quando curou o cego de nascença, queria ensinar que ele era a Luz do Mundo.

c) Quando ressuscitou Lázaro, queria ensinar que ele é a ressurreição e a vida.

1) Jesus tinha o propósito de fortalecer a fé de seus discípulos (v. 15).

2) Jesus tinha o propósito de que Marta cresse, antes de ver a glória de Deus (v. 26,40).

3) Jesus tinha o propósito de despertar fé salvadora nos judeus que estavam presentes junto ao túmulo de Lázaro (v. 42).

4) Jesus tinha o propósito proclamar que a vida futura só pode ser alcançada pela fé nele e que a morte não tem a última palavra para aqueles que nele crêem (v. 25-26).

CONCLUSÃO

O salmista no salmo 30.5b disse: o choro pode durar a noite inteira, mas alegria vem ao romper da alva,

Jesus Cristo toma esta palavra e dá-nos uma paráfrase nela dizendo assim bem-aventurados os que choram porque eles serão consolados (Mts.5,4) Já se popularizou a idéia de que chorar é coisa de mulher e de criança. Acredita-se que o homem que é homem, não chora. Só que a bíblia passa a idéia de que os melhores homens choram mais facilmente. Jesus não foi nenhum molenga ou almofadinha quem disse: “Bem-aventurados os que choram, ele não escondeu as suas lágrimas diante do pranto de duas de suas seguidoras, Maria e Marta.(João 11.35) Jesus chorou. ( a palavra chorou de Maria e dos líderes religiosos judeus é diferente porque significa “lamentar” que era comum num funeral da época, enquanto a palavra empregada para o choro de Jesus significa apenas “derramar lágrimas” que as emoções de Jesus eram profundas e genuínas porque o seu amigo havia morrido.

Talvez você esteja hoje passando por uma aflição como Lázaro, Marta e Maria. Talvez há alguém enfermo na sua casa. Talvez você tem orado pela cura e vê seu ente-querido piorando. Talvez você espera a intervenção de Jesus e ele parece atrasado. Talvez as pessoas cobrem de você, por que Jesus ainda não atendeu o seu clamor.

Saiba de uma coisa: Jesus nunca chega atrasado. Ele não é apenas o Deus que fez e fará. Ele é o Deus que faz. Ele chora com você. Ele se importa com você e ele faz o impossível para você.

Para socorrer você ele deu sua própria vida. Para levantar Lázaro da sepultura, ele enfrentou a prisão e a morte. Para salvar você ele desceu ao hades: foi preso, condenado e pregado na cruz.

Ainda que seu problema seja insolúvel, ainda que seu Lázaro esteja sepultado há quatro dias, creia e você verá a glória de Deus!

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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O Deus que Supre.

1 Reis 17: 14 e 15
Porque assim diz o Senhor, Deus de Israel: A farinha da tua panela não se acabará, e o azeite da tua botija não faltará, até ao dia em que o Senhor fazer chover sobre a terra. Foi ela e fez conforme a palavra de Elias; assim, comeram ele, ela e a sua casa muitos dias.

Este é
capítulo da provisão divina. Na essência do texto, os holofotes não estão focados sobre o profeta, mas sobre o Deus a quem ele serve. Aqui, a última palavra não é do homem, mas de Deus, que decide os rumos da história. Ele é quem impede o escurecer das nuvens celestiais para não cair uma só gota de água, durante três anos e meio, sobre a terra (Tg 5:17). É Deus quem ordena a direção dos passos de Elias para livrá-lo das garras assassinas do diabólico Acabe. A lógica é muito simples: Deus ordena e o profeta obedece.
Ele levanta a sua voz poderosa e a natureza se rende aos propósitos de suas instruções. Este capítulo é uma atalaia que anuncia enfaticamente as incríveis obras do Senhor Todo-Poderoso sobre a incapacidade humana. É um espelho que reflete a bondade de Deus através da sua provisão e nos traz a convicção de que ele supre as nossas necessidades em meio à solidão, à insegurança, à desorientação, à fome, à seca, enfim, nos momentos mais angustiantes da vida, indicando lugares, adotando métodos e utilizando pessoas. O Deus que supre, age de maneira singular. Hoje, aprenderemos que Deus atua de modo inusitado, a fim de nos suprir eficazmente.

Vejamos os três princípios usados por Deus no suprimento das nossas necessidades.


1. PARA NOS SUPRIR, DEUS, ÀS VEZES, INDICA LUGARES INCOMUNS

Veja como começa o capítulo 17:

Então, Elias, o tesbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Tão certo como vive o Senhor, Deus de Israel, perante cuja face estou, nem orvalho nem chuva haverá nestes anos (v.1).

Com autoridade de profeta do Senhor, Elias confronta o perverso e idólatra Acabe, que, juntamente com a sua esposa, Jezabel, perseguia e matava os profetas de Deus. Estes eram devotos de Baal, que, por sua vez, “era o deus da fertilidade. Se a chuva fosse retida, a credibilidade dessa divindade pagã cairia por terra. Isso seria quebrar a espinha dorsal de Baal”.

Elias estava mexendo com “gente grande”, com a cúpula mafiosa de Israel. Quando perturbamos pessoas dessa índole, automaticamente, colocamos a nossa vida em perigo. O profeta, portanto, estava em apuros! Provavelmente, as preocupações de um homem frágil e angustiado invadiram a sua mente. Talvez ele tivesse pensado: “E agora, o que eu vou fazer?” Esta é uma pergunta que tem nos incomodado nos momentos de profundas inquietações. O que fazer, quando o mal bate a nossa porta? O que fazer, quando ninguém se dispõe a nos ajudar? O que fazer, quando não soubemos o que fazer?

Esperar em Deus é a atitude mais coerente. Quem assim age, não fica desamparado! Não há coisa melhor do que a companhia divina!

Então, Deus “entra em cena” e se manifesta alertando o profeta, no versículo 3, da seguinte maneira: Vai-te daqui, e vira-te para o oriente, e esconde-te junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão.

Neste texto, observamos duas ordens inusitadas de Deus. A primeira ordem é a fuga do profeta. Não seria tão estranho se Elias fugisse por medo, fraqueza ou falta de fé. Contudo, o motivo da fuga não consiste em nenhum desses aspectos, mas, sim, no fato de que o próprio Deus a ordenou! A expressão Vai-te daqui, juntamente com o verbo esconde-te, indica esse fato. Haverá momentos em que Deus, para nos preservar do mal, ordenará que fujamos do confronto. A segunda ordem é o destino do profeta. Ele deveria se esconder junto ao ribeiro de Querite. Deus poderia muito bem enviá-lo a um lugar mais próspero, com mais variedade de opções, onde houvesse fartura, mas não o fez. “Querite era um riacho, e os riachos em um instante secam. Um rio teria sido uma opção mais lógica”. Mas a lógica de Deus nem sempre condiz com a lógica humana. Não se admire se Deus terá do lugar onde há “carnes, cebolas e alhos” para lhe suprir com “maná” no deserto. Não se preocupe, se ele decidir mudar a sua rota do trono para o Calvário. Ele sabe para onde você deverá ir. Preferimos a fartura do rio, enquanto Deus escolhe a escassez de um riacho. Gostamos do óbvio, do concreto, do comum. Deus, porém, indica o inesperado. Deus escolheu um lugar in-comum e improvável para suprir o seu servo.

Por que Deus, às vezes, age dessa forma? Por que, às vezes, Deus nos envia para os riachos, em vez de nos dirigir para os abundantes rios da vida? É porque ele quer que dependamos da sua pessoa! É porque ele tem poder para nos suprir! No riacho não lhe faltará pão nem carne. Deus não lhe deixará sucumbir pela sede! Acredite: em meio à escassez, Deus sustentará você! Em Querite, ninguém poderia prender torturar ou matar Elias. Inimigo nenhum poderia tocá-lo. Os lugares incomuns indicados por Deus são seguros! “Os homens de acabe poderiam procurá-lo durante dias e provavelmente não iriam encontrá-lo”.

As pessoas podem não saber onde estamos o que fazemos, nem as intenções da nossa mente. Deus, porém, sabe onde nos encontrar. Ele nos conhece mais do que nós mesmos! O salmista afirma isso com muita segurança ao dizer: Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos (Sl 139:23). É impossível nos escondermos do seu olhar ou fugirmos da sua presença!

O nome Querite deriva do verbo original Cha-rath, que significa “cortar, colocar no tamanho certo”. Esta definição se adéqua perfeitamente à situação de Elias. Ele foi, literalmente, “cortado” por Deus do convívio das pessoas. Por um espaço de tempo, Deus não mais falou pela boca dele. O profeta se calou. Viver em Querite é viver no anonimato. Elias não foi amordaçado pelos soldados de Acabe, mas foi algemado pelas cadeias da solidão. A solidão é terrível! Ninguém gosta de conviver com ela! O profeta não tinha um só amigo mortal por perto. Mas Deus era a sua companhia! Com Deus não estamos sozinhos nem desamparados, irmãos! Deus é o nosso verdadeiro amigo!

Veja a primeira parte do versículo 4: E há de ser que beberás do ribeiro.

Deus nos supre nos lugares mais solitários e incomuns em que possamos viver. Se você está vivendo no “cárcere do isolamento”, lembre-se que Deus não lhe abandonou.

A palavra dele para você é: não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fel (Is 41:10). O Deus. Que supre sabe onde você está. Ele é o seu verdadeiro pastor e não deixará faltar o necessário para a sua subsistência (Sl 23:1). Acredite na provisão divina!

Até aqui, vimos o primeiro princípio usado por Deus no supre-mento das nossas necessidades. Vejamos, portanto, o segundo:

2.PARA NOS SUPRIR, DEUS, ÀS VEZES, ADOTA MÉTODOS INCRÍVEIS

Como vimos o lugar indicado por Deus a Elias foi o ribeiro de Querite. O ribeiro é garanta de água, ou seja, pelo menos, de sede, ele não morreria (v.4a). Todavia, uma pessoa não sobrevive só de água. O organismo humano precisa de alimento. Porém, o episódio não acontece em época de fartura. O tempo das “vacas gordas” havia terminado e a seca se tornado a grande vilã da vez. O profeta vive numa época em que o alimento é escasso, a apostasia é predominante, e a perseguição, desoladora. Elias havia fugido de Acabe, Jezabel e da sede. Mas ainda precisava escapar da fome.

É aí que mais uma vez Deus se manifesta! Por favor, observe a parte b do versículo 4: e eu tenho ordenado aos corvos que ali te sustentem. Note que o profeta ainda nem havia se dirigido à Querite e Deus já havia planejado uma maneira de prover a sua necessidade.

Deus sempre estará, a “passos largos”, à nossa frente. Ele sempre nos surpreenderá com suas ações inimagináveis! Deus não pode ser frustrado com os imprevistos da vida, pois ele prevê o imprevisível! Se você tem uma vida de intimidade com Deus, sabe perfeitamente que ele sempre tem uma solução viável para os seus problemas.

A parte b do versículo 4 nos mostra dois aspectos interessantes da provisão divina.

O primeiro é o método adotado. Deus poderia ter usado métodos óbvios para suprir Elias. Com uma só palavra ele faria brotar da terra mais estéril da região de Querite, uma árvore com deliciosos frutos. Por que ele não fez isso? Porque é Deus imprevisível! Ele tem os seus próprios métodos. Para suprir o profeta, Deus dá ordem a corvos! Deus poderia ter enviado um anjo do céu para servi-lo, mas preferiu adotar outro método. Deus, às vezes, caminha na contramão do raciocínio humano. O nosso Deus é poderoso para fazer jorrar águas de uma rocha (Dt 8:15); soberano para derramar maná do céu (Jo 6:31), e prodigioso para lançar codornizes sobre o deserto, a fim de suprir os famintos (Ex 16:13). Quem usaria tais métodos? Quem trabalharia de modo tão surpreendente? A resposta é óbvia: Deus, somente Deus! Ele adota métodos incríveis! Deus faz milagres! É desse modo que o Senhor trabalha irmãos! Não se atemorize, quando estiver enfrentando a horrenda seca da falta de emprego, da enfermidade, da desestruturação familiar, ou mesmo da falta de alimento. Deus pode adotar métodos incríveis para lhe suprir. Aquilo que é “incrível” é algo espantoso, extraordinário, singular, inexplicável e, muitas vezes, impossível aos seres humanos. Deus utilizou o seu poder sobre a natureza não apenas no deserto, mas também em um riacho. A diferença entre as codornizes do deserto e os corvos do riacho é que aquelas usadas para alimento e estes, como garçons. Os corvos não levantariam suspeitas aos inimigos. Ninguém se importaria se um bando de aves passasse voando com comida no bico.

Usar corvos transportando comida para suprir gente é um milagre extraordinário de Deus. Há coisas que só Deus pode fazer.

O segundo aspecto é a promessa feita. Na parte b do versículo 4, Deus faz uma promessa de provisão. É como se ele estivesse dizendo: “Eu vou te sustentar com os meus métodos”. A promessa feita foi cumprida. Veja, por gentileza, o versículo 6: E os corvos lhe traziam pão e carne pela manhã, como também pão e carne à noite; e bebia do ribeiro. Este texto é uma prova de que Deus, nas circunstâncias menos favoráveis, cumprirá com suas palavras! O profeta Isaías confirma a verdade da fidelidade divina, dizendo: Que direi? Como prometeu assim me fez (Is 38:15a).

O versículo 6 nos leva à seguinte pergunta: De onde vieram as carnes e os pães? Esta é uma questão que não sabemos responder. Há coisas que não podemos questionar, mas aceitar. Nem sempre entenderemos os propósitos dos métodos de Deus. Nem sempre descobriremos o porquê de Deus nos enviar para um lugar como Querite ou o porquê dele não ter impedido que fôssemos lançados na “fornalha” do sofrimento. Mas de uma coisa sabemos: Deus nos suprirá em quaisquer lugares e em quaisquer circunstâncias através dos seus métodos mirabolantes! Confiemos métodos divinos! Ele sempre fará o melhor por você! Os métodos incríveis de Deus nos garantem pão e carne durante o dia e durante a noite (v.6). Irmãos, os recursos divinos são ilimitados! Nunca pense que Deus não poderá supri-lo com segurança na hora do medo, com motivação na hora do desânimo, com companhia na hora da solidão, com amor na hora do ódio, com paz na hora do desespero e com vida na hora da morte. Não se preocupe com o modo ou com o tempo de Deus agir. Apenas acredite: ele agirá! Acredite em suas misericórdias, que são infindáveis e se renovam todos os dias (Lm 3:22, 23).

Acredite em seu poder e em seus métodos!Após analisarmos dois princípios usados por Deus no suprimento das nossas necessidades, atentemos para o terceiro e outro princípio:

3. PARA NOS SUPRIR, DEUS, ÀS VEZES, UTILIZA PESSOAS LIMITADAS

Após haver indicado um lugar incomum e adotado um método incrível para suprir Elias, chegou o momento de Deus utilizar uma pessoa limitada! A trajetória do profeta é um tanto turbulenta. Ela começa na fartura, e segue na seca (v. 1). Mas em Querite, ele é sustentado com água do riacho e com alimento trazido pelos corvos (vs. 4-6). Contudo, algo inusitado acontece.

Por gentileza, veja o que diz o versículo 7: Mas, passados dias, a torrente secou, porque não chovia sobre a terra.

O que parecia improvável aconteceu. O Deus que supre permitiu que faltasse água ao profeta obediente. Mesmo quando estamos no centro da vontade Deus, o nosso riacho poderá secar-se. Porém, não temos direito algum de murmurar contra o Senhor. É certo afirmar que “o Deus que dá água também pode reter a água. Este é um direito soberano de Deus”.

A qualquer momento, os nossos planos poderão ser frustrados e as portas se fecharem em diversas áreas da nossa vida. O emprego poderá ficar escasso, o dinheiro faltar e a faculdade, tornar-se apenas um sonho irreal; a alegria transformar-se em tristeza e o riso, em pranto. Mas espere Deus falar! Ele sempre nos traz uma palavra de esperança! Ainda não era o fim para Elias!

Veja Deus falando ao profeta no versículo 9: Levanta-te, e vai a Sarepta, que é de Sidom, e habita ali; eis que eu ordenei ali a uma mulher viúva que te sustente. Neste texto, uma personagem em especial chama a atenção: a viúva de Sarepta. Não sabemos o seu nome, mas o versículo que lemos nos fornece uma informação fundamental sobre ela. “Aquela pobre viúva vivia em Sidom, uma comunidade gentia. Ironicamente, era a mesma região onde Jezabel vivia antes de casar com Acabe”.

Era exatamente esta mulher que Elias deveria procurar ao chegar naquele lugar. Ele seria sustentado por ela!Isso parece ser um tanto incoerente. Como uma viúva pode-ria sustentar um profeta em tempos de seca? O fato de ela ser viúva significa que se tratava de uma pessoa carente, desamparada, com recursos extremamente limitados. Devemos ainda levar em conta que ela tinha um filho para sustentar (v.12), o que torna a situação ainda mais perturbadora. É possível que em Sarepta houvesse pessoas bem mais sucedidas material-mente e que poderiam sustentar, confortavelmente, o profeta de Deus. Porém, dentre os muitos habitantes da cidade, Deus escolheu uma viúva para suprir Elias. No versículo 10, o profeta encontra a viúva em Sarepta apanhando lenha para fazer comida, e pede-lhe água. No versículo 11, ela lhe dá água, mas ele lhe pede pão para matar sua fome. Dessa vez, ela não atende de imediato o pedido de Elias, mas lhe dá uma resposta desanimadora na parte a do versículo 12, que diz: ... “Nem um bolo tenho, senão somente um punhado de farinha numa panela e um pouco de azeite numa botija”. Em outras palavras, ela estava lhe dizendo: “me desculpe, mas não posso lhe ajudar porque a minha comida é muito pouca; é a única que eu tenho; eu preciso dela e não posso dividir com você”.

Deus se utiliza de pessoas limitadas. Ele não olha com “interesses” para aquilo que possuímos. Ele não nos valoriza pelo que temos, mas pelo que somos. Deus é quem nos dá recursos para suprirmos outras pessoas! Observe a resposta de Elias:... Primeiro faça um pequeno bolo com o que você tem e traga para mim (...). Pois assim diz o Senhor, o Deus de Israel: A farinha da vasilha não se acabará e o azeite na botija não secará (vv.13,14). Isso significa fartura! É a manifestação do milagre de Deus na vida do profeta, da viúva e de seu filho; é a vitória da provisão e a derrota da escassez. Observe que o profeta usa a palavra de Deus. Ele utiliza a expressão: “assim diz o Senhor”. A palavra de Deus nos supre em tempos de fome! Ela é poderosa para multiplicar a nossa farinha e o nosso azeite todos os dias! A palavra do Senhor na boca do profeta trouxe de volta esperança a uma viúva, cuja certeza era a morte (v.12b). Deus lhe decretou vida! Ele mudou a sua sorte no versículo 16 que afirma: Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou, segundo a palavra do SENHOR, por intermédio de Elias. Uma pessoa sem dinheiro no banco pode ser bênção de Deus para o aflito! Devemos, ainda, lembrar que Deus não se utiliza das pessoas visando a sua beleza exterior. Aquela mulher devia ter uma aparência rústica. Ela havia sido por muito tempo, castigada pela fome. “Sua pele, antes macia e formosa, trazia rugas profundas por causa do rigor da pobreza”.

O Deus que supre usa você para a realização de um milagre sem se importar com a cor dos seus olhos, com o tipo dos seus cabelos, com o for-mato do seu rosto ou com a sua estatura física. Ele trabalha na simplicidade de corações humildes que se dispõem a serem utilizados como instrumentos em suas mãos!

CONCLUSÃO: Nos dois sábados anteriores, a Bíblia foi aberta e suas páginas, utilizadas fielmente para nos apresentar o Deus que livra e o Deus que cura. Hoje, ela nos mostrou a soberania e a bondade do Deus que supre. O Deus que faz milagres ama você e a sua família. Ele nunca lhes desprezará no perigo ou na doença. Ele jamais deixará de lhes suprir quando os recursos terminarem, mesmo que para isso, ele lhes indique lugares incomuns, adote métodos incríveis ou utilize pessoas limitadas. Aquilo que você não pode fazer O Senhor fará por você! Ele trabalhará na sua incapacidade! É possível que, hoje, esta mensagem esteja sendo direcionada a pessoas que estão vivendo em meio ao caos de um riacho seco. Pode ser que haja neste lugar homens e mulheres com o coração aflito, desesperado, e sem forças sequer, para acreditar em um milagre. O Deus que supre cuida de você! Ele não se esqueceu da sua angústia nem lhe abandonou à sua própria sorte! Acredite na provisão do Senhor! Conforme a sua palavra, Deus trará de volta alegria ao seu coração e você poderá contemplar os seus grandes feitos! Lembre-se: a farinha não acabará e o azeite não faltará!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O TEMOR DO SENHOR

Provérbios 9:10

O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência.

Salmos 111:10

O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria; bom entendimento têm todos os que cumprem os seus mandamentos; o seu louvor permanece para sempre.

Jó 28:12-28

Porém onde se achará a sabedoria, e onde está o lugar da inteligência?

O homem não conhece o seu valor, e nem ela se acha na terra dos viventes.

O abismo diz: Não está em mim; e o mar diz: Ela não está comigo.

Não se dará por ela ouro fino, nem se pesará prata em troca dela.

Nem se pode comprar por ouro fino de Ofir, nem pelo precioso ônix, nem pela safira.

Com ela não se pode comparar o ouro nem o cristal; nem se trocará por jóia de ouro fino.’

Não se fará menção de coral nem de pérolas; porque o valor da sabedoria é melhor que o dos rubis.

Não se lhe igualará o topázio da Etiópia, nem se pode avaliar por ouro puro.

Donde, pois, vem a sabedoria, e onde está o lugar da inteligência?

Pois está encoberta aos olhos de todo o vivente, e oculta às aves do céu.

A perdição e a morte dizem: Ouvimos com os nossos ouvidos a sua fama.

Deus entende o seu caminho, e ele sabe o seu lugar.

Porque ele vê as extremidades da terra; e vê tudo o que há debaixo dos céus.

Quando deu peso ao vento, e tomou a medida das águas;

Quando prescreveu leis para a chuva e caminho para o relâmpago dos trovões;

Então a viu e relatou; estabeleceu-a, e também a esquadrinhou.

E disse ao homem: Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e apartar-se do mal é a inteligência.

O que é temer a Deus?

O que significa ‘o temor do Senhor’? Deus quer que os homens tenham medo d’Ele?

Na definição de temor no dicionário Aurélio, diz: Ato ou efeito de temer, medo, susto, sentimento de reverência ou respeito; pessoa ou coisa que causa medo.

Vamos abrir a Bíblia para entender o que é temer a Deus.

Pv 2:2-5

Para fazeres o teu ouvido atento à sabedoria; e inclinares o teu coração ao entendimento;

Se clamares por conhecimento, e por inteligência alçares a tua voz,

Se como a prata a buscares e como a tesouros escondidos a procurares,

Então entenderás o temor do SENHOR, e acharás o conhecimento de Deus.

Com base no verso 5 do capítulo 2, verifica-se que o ‘temor’ não é um sentimento de inquietação, pavor, receio, antes refere-se a um conhecimento, um saber revelado por Deus que demanda compreensão (ouvido atento) por parte do homem.

Agora vamos ler Ex 20:20

Logo após Deus ter dado os 10 mandamentos ele disse:

E disse Moisés ao povo: Não temais, Deus veio para vos provar, e para que o seu temor esteja diante de vós, afim de que não pequeis.

No sentido mais amplo e bíblico, significa: temer a Deus é reverenciar a autoridade de Deus, obedecer a mandamentos e evitar toda sorte e forma do mal.

Podemos dizer que o temor do Senhor é um medo saudável, como evitar que os filhos tenham medo de colocar o dedo na tomada.

Tem um caráter pedagógico, é justamente afastar o homem de seus pecados: “Respondeu Moisés ao povo: Não temais; Deus veio para vos provar, e para que o seu temor esteja diante de vós, afim de que não pequeis”. Ex 20:20

Revendo: Temor é na verdade sinônimo de reverência ou adoração, o que faz supor que a sabedoria começa quando reconhecemos devidamente quem Deus é e lhe prestamos a adoração que merece. Faz-nos lembrar que descobrimos a verdadeira relevância da vida ao nos aproximar de Deus numa atitude de humildade e de reverente temor, não com pavor e sobressalto.

Prov. 1:07

O temor do SENHOR é o princípio do conhecimento; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução.

É o principio, É o B-a-ba. Contem os elementos básicos de qualquer conhecimento, É O elemento essencial para a sabedoria, os que não temem ao Senhor faltam qualquer esperança de ser sábios. O temor de Deus é o principio do conhecimento.

Prov.15:33

O temor do SENHOR é a instrução da sabedoria, e precedendo a honra vai a humildade

repare: é a instrução da sabedoria

Para a Bíblia o contrário disso são os loucos.

O TEMOR leva a um cuidado especial de agradar a Deus, em tudo até nas coisas pequenas, pensamentos.

O temor do senhor é odiar o mal, não é tolerar, não é ignorar, é odiar o pecado.

Prov. 16: 6

Pela misericórdia e verdade a iniqüidade é perdoada, e pelo temor do SENHOR os homens se desviam do pecado.

Temer a Deus é reverenciá-lo, é obedecê-lo, é se desviar do mal, este é principio da sabedoria, se desviar do pecado, Isto é temer a Deus.

Temer a Deus: baseia-se no reconhecimento que Deus é santo.

Temer ao Senhor é considerá-lo com santo temor e reverência; honrá-lo como Deus, por causa da sua excelsa glória, santidade, majestade e poder.

Fl. 2:12De sorte que, meus amados, assim como sempre obedecestes, não só na minha presença, mas muito mais agora na minha ausência, assim também operai a vossa salvação com temor e tremor.

O salmista em sua reflexão a respeito do criador declara explicitamente:

“Tema ao Senhor toda a terra, temam-no todos os habitantes do mundo. Pois ele falou e tudo se fez ; ele ordenou, e tudo passou a existir”. Sl 33:8,9

Para temer a Deus é preciso entender quem é Deus, é preciso conhecer a Deus.

Is. 40:12-31 – Veja quem é o nosso Deus

Quem mediu na concha da sua mão as águas, e tomou a medida dos céus aos palmos, e recolheu numa medida o pó da terra e pesou os montes com peso e os outeiros em balanças?

Quem guiou o Espírito do SENHOR, ou como seu conselheiro o ensinou?

Com quem tomou ele conselho, que lhe desse entendimento, e lhe ensinasse o caminho do juízo, e lhe ensinasse conhecimento, e lhe mostrasse o caminho do entendimento?

Eis que as nações são consideradas por ele como a gota de um balde, e como o pó miúdo das balanças; eis que ele levanta as ilhas como a uma coisa pequeníssima.

Nem todo o Líbano basta para o fogo, nem os seus animais bastam para holocaustos.

Todas as nações são como nada perante ele; ele as considera menos do que nada e como uma coisa vã.

A quem, pois, fareis semelhante a Deus, ou com que o comparareis?

O artífice funde a imagem, e o ourives a cobre de ouro, e forja para ela cadeias de prata.

O empobrecido, que não pode oferecer tanto, escolhe madeira que não se apodrece; artífice sábio busca, para gravar uma imagem que não se pode mover.

Porventura não sabeis? Porventura não ouvis, ou desde o princípio não se vos notificou, ou não atentastes para os fundamentos da terra?

Ele é o que está assentado sobre o círculo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; é ele o que estende os céus como cortina, e os desenrola como tenda, para neles habitar;

O que reduz a nada os príncipes, e torna em coisa vã os juízes da terra.

E mal se tem plantado, mal se tem semeado, e mal se tem arraigado na terra o seu tronco, já se secam, quando ele sopra sobre eles, e um tufão os leva como a pragana.

A quem, pois, me fareis semelhante, para que eu lhe seja igual? diz o Santo.

Levantai ao alto os vossos olhos, e vede quem criou estas coisas; foi aquele que faz sair o exército delas segundo o seu número; ele as chama a todas pelos seus nomes; por causa da grandeza das suas forças, e porquanto é forte em poder, nenhuma delas faltará.

Por que dizes, ó Jacó, e tu falas, ó Israel: O meu caminho está encoberto ao SENHOR, e o meu juízo passa despercebido ao meu Deus?

Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o SENHOR, o Criador dos fins da terra, nem se cansa nem se fatiga? É inescrutável o seu entendimento.

Dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor.

Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os moços certamente cairão;

Mas os que esperam no SENHOR renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão

Por que devemos temer ao Senhor? Por que é importante temer a Deus? Por que é sábio o que teme ao Senhor?

a) Por que melhor adorarmos a Deus quando o tememos.

“ … Porém eu, pela riqueza da tua misericórdia, entrarei na tua casa; e me prostrarei diante do teu santo templo, no teu temor.” .Sl 5:7

b) Por que o temor do Senhor nos protege.

Pv 14:26,27 - “No temor do Senhor tem o homem forte amparo, e isso é refúgio para os seus filhos. O temor do Senhor é fonte de vida, para evitar os laços da morte.”

c) Por que Ele a abençoa aqueles que o temem

“Ele abençoa os que temem o Senhor, assim pequenos como grandes.” Sl 115:13

d) Por que Deus tem compaixão e misericórdia.

Sl 103:13,17 - “ Como um pai se compadece de seus filhos assim o Senhor se compadece dos que o temem… Mas a misericórdia do Senhor é de eternidade a eternidade sobre os que o temem, e a sua justiça sobre os filhos dos filhos.”

e) Por que Ele recebe do Senhor o perdão dos pecados.

Sl 130:4 - “Contigo, porém, está o perdão para que te temam.”

f) Por que temer a o Senhor trás felicidade.

Sl 128:1 - “Bem-aventurado o homem que teme o Senhor…”


Para concluir.

“Ensina-me, Senhor, o teu caminho, e andarei na tua verdade; dispõe-me o coração para só temer o teu nome.” Sl 86:11.

A conclusão paulina: “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios...” Ef 5:15.

Salmo 23:4

Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.