domingo, 15 de janeiro de 2012

A ORAÇÃO DE JABEZ

Nesta época do ano duas práticas são corriqueiramente presenciadas por todos nós: A primeira, um grande contingente de “futurólogos de plantão” valendo-se de cartas, búzios, números, borras de café, simpatias e outros artefatos e práticas visando prever o futuro das celebridades (artistas, políticos, etc.) com “Pré(visões)” tão genéricas que qualquer um de nós igualmente poderia pronunciá-las. A segunda, como é costume a partir de cada primeira semana do ano veremos empresas “fechadas para balanço” (na verdade, são inventários, mas vale o uso popular do termo). Verificando se metas foram alcançadas. Se não, o que impediu de alcançá-las. Se sim, optar entre manter a estratégia que permitiu ser exitosa ou acrescer novas ações para resultados ainda mais expressivos.

Para continuarmos a nossa reflexão sobre as coisas que nos aconteceram no ano de 2011 e já projetando para 2012. Vamos fechar neste minuto para fazer um balanço e meditarmos em:

1 Crônicas 4:9-10

9 - E foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos; e sua mãe deu-lhe o nome de Jabez, dizendo: Porquanto com dores o dei à luz.

10 - Porque Jabez invocou o Deus de Israel, dizendo: Se me abençoares muitíssimo, e meus termos ampliares, e a tua mão for comigo, e fizeres que do mal não seja afligido! E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido.

Havia alguma coisa de diferente neste pequeno grande homem da Genealogia bíblica. Sua história interrompe bruscamente uma extensa lista de nomes num capítulo que parece tedioso para o leitor negligente. Mas há quatro grandes lições em sua oração:

O Contexto Histórico da Oração de Jabez

Para compreender como a oração de Jabez realmente estava dentro da vontade soberana de Deus.

Veja o pano de fundo apresentado por esse comentário a respeito da oração de Jabez.

"A oração aqui registrada está na forma de um voto, como a de Jacó em Gênesis 28:20.

Parece que foi proferida quando Jabez estava iniciando um serviço crítico ou importante, e para que a execução fosse bem sucedida, ele colocou sua confiança não na sua própria capacidade nem na coragem da sua gente, mas desejou ardentemente a ajuda e a bênção de Deus.

Muito provavelmente, o empreendimento era a expulsão dos cananeus dos território que ele ocupava; e como essa era uma guerra de extermínio, que o próprio Deus tinha ordenado, suas bênçãos podiam ser mais racionalmente pedidas e esperadas na preservação deles de todos os perigos que o empreendimento envolveria."

Agora, essa informação histórica lança um pouco mais de luz sobre a oração de Jabez, não lança? Naquele momento histórico, Deus ordenou que o exército de Israel atacasse os povos que viviam na Terra Prometida, cuja religião era tão satânica que eles tinham "contaminado a terra" com a prática das suas feitiçarias. Veja a declaração de Deus sobre essa questão:

"Com nenhuma destas coisas vos contamineis; porque com todas estas coisas se contaminaram as nações que eu expulso de diante de vós. Por isso a terra está contaminada; e eu visito a sua iniqüidade, e a terra vomita os seus moradores. Porém vós guardareis os meus estatutos e os meus juízos, e nenhuma destas abominações fareis, nem o natural, nem o estrangeiro que peregrina entre vós; porque todas estas abominações fizeram os homens desta terra, que nela estavam antes de vós; e a terra foi contaminada. Para que a terra não vos vomite, havendo-a contaminado, como vomitou a nação que nela estava antes de vós. Porém, qualquer que fizer alguma destas abominações, sim, aqueles que as fizerem serão extirpados do seu povo." [Levítico 18:24-29].

Assim, Deus ordenou que Moisés, Josué e os outros líderes de Israel organizassem expedições militares para atacar e destruir totalmente os povos adoradores de Satanás.

Deus foi bem claro ao dar ordens ao rei Saul:

"Vai, pois, agora e fere a Amaleque; e destrói totalmente a tudo o que tiver, e não lhe perdoes; porém matarás desde o homem até à mulher, desde os meninos até aos de peito, desde os bois até às ovelhas, e desde os camelos até aos jumentos." [1 Samuel 15:3].

Deus estava decidido a erradicar esse pecado satânico e fazer cessar a poluição moral na Terra Prometida, que estava dando à nação de Israel.

Jabez era um daqueles líderes que em breve iriam atacar os cananeus pelas mesmas razões que os amalequitas foram atacados e aniquilados. Com essa missão militar a ser liderada por Jabez em mente, vamos examinar novamente as quatro partes de sua oração para ver o sentido que fazem no contexto histórico.

Jabez mais ilustre do que seus irmãos.

I. Temos aqui o estado final ou conclusivo da vida de Jabez: foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos.

A. Em ouras palavras ele se tornou !mais importante que seus irmãos;

B. De todos acabou sendo o mais honrado e o mais destacado;

C. Vale lembrar que Davi tinha mais seis irmãos, e, dificilmente, existe alguém que lembre o nome de pelo menos um deles;

"Jabez invocou o Deus de Israel... " — Como o Deus de Israel foi aquele que prometeu vitória militar total sobre os ferozes inimigos que habitavam a Terra Prometida, Jabez sabia exatamente a quem se dirigir para obter ajuda nessa empreitada militar. Deus tinha ordenado o ataque àqueles povos; tinha decretado a severidade da aniquilação; tinha prometido a vitória total para Israel. Assim, Jabez sabia exatamente a quem deveria orar.

Pedido 1: "Se me abençoares muitíssimo..." — Jabez queria as bênçãos de Deus na batalha contra os cananeus. Ele humildemente compreendia suas limitações em liderar um exército de soldados contra um inimigo feroz e determinado, de modo que naturalmente pediu que Deus o abençoasse.

Precisamos pedir a bênção de Deus

Esta é a providência primeira: Pedir a bênção de Deus sobre a nossa vida, sobre este ano que se inicia. Uma oração simples que todos podemos e devemos fazer: “Abençoa-me, Senhor”!

Esta é uma bênção genérica, mas prudente também é que façamos súplicas por bênçãos específicas. Mas, que bênçãos buscar em Deus? O texto nos ajuda com algumas delas.

Pedido 2: "...e meus termos ampliares..." — Naquele momento da história de Israel, Deus estava particionando seções da terra que tinha sido conquistada dos inimigos vencidos e dando essa terra aos líderes israelitas. Como essa terra permaneceria na posse da família, é fácil ver como esses líderes originais queriam uma boa área de terra. Se Jabez iria liderar seus homens na batalha, e obter a vitória, é fácil ver como ele queria que Deus o recompensasse com uma grande extensão de terra.

Desejar uma vida abundante

Quem me conhece sabe que eu não estou aqui pregando teologia da prosperidade. Longe de mim! Quando Jabez pede a Deus que alargue suas fronteiras, ele vislumbrava expansão de suas terras. Este é o contexto.

Mas ao me deparar com este texto, com a devida licença exegética e com uma percepção pessoal, não almejei para este ano outro tipo de prosperidade que não fosse desejar ter uma vida melhor, tornando-me uma pessoa melhor, “expandindo” aquilo de bom que já há em mim.

Expandindo as virtudes que já possuo, produzindo mais para o Reino e para minha vida pessoal (família e trabalho). Expandir o amor, a paciência, mansidão, domínio próprio, (...), o fruto do Espírito por completo e outras virtudes que cada um de nós tenha. É como disse no início: para um ano melhor, a mudança começa a partir de nós. Por que não termos sonhos mais ousados na nossa vida pessoal, familiar e espiritual? Há terreno ainda por ser conquistado!

Pedido 3: "... e a tua mão for comigo..." Os cananeus não seriam um adversário fácil na batalha, embora Deus tivesse prometido estar com os israelitas e dar-lhes a vitória. Certamente, Jabez não queria tomar alguma ação no calor da batalha que desacreditasse Deus e desse a vitória para os inimigos. Assim, é fácil ver por que Jabez queria que a mão de Deus estivesse com ele.

Desejar experimentar o poder de Deus

Na continuação de sua oração JABEZ diz: “...Que seja comigo a tua mão”. Jabez tem plena consciência do poderio da mão de Deus que fez os céus (Salmos 19.1,102:25), que nos fez (Jó 10.8), que se manifestou quando o povo de Israel foi milagrosamente liberto da escravidão no Egito (Dt. 7.19). Jabez reconhece as suas limitações na concretização de seus sonhos se a mão de Deus não for com ele.

Tal como Jabez, temos que reconhecer as nossas limitações e rogar a Deus tal como ele (Jabez) o fez. Uma poderosa mão como a Deus estendida sobre nossa vida nos abençoando, capacitando e produzindo coisas que por nossas próprias forças não conseguiríamos.

Pedido 4: "... e fizeres que do mal não seja afligido!" — Como dissemos anteriormente, os cananeus praticavam a forma mais vil de feitiçaria de Magia Negra imaginável. Portanto, Jabez sabia que estaria enfrentando não somente os ferozes soldados cananeus, mas também o poder sobrenatural que estava por trás deles — as legiões demoníacas. Jabez conhecia bem o poder da feitiçaria, e sabia que estaria enfrentando os tipos mais terríveis de encantamentos e maldições demoníacas que seriam lançados contra ele. Ele sabia que seria o alvo pessoal dessas maldições satânicas, pois era o líder da força militar. Jabez sabia que os mais poderosos feiticeiros cananeus realizariam rituais poderosos contra ele, para tentar evitar que ele os atacasse.

Desejar a proteção e cuidado de Deus

Jabez conclui sua petição: “...me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha”. Ninguém gosta de sofrer, mas, invariavelmente, estamos sujeitos a muitos males e dores, a caminhos difíceis de trilhar, inimigos numerosos e astutos.

Precisamos da proteção divina e livramento. Não temos por nossa própria força como contender contra o “maligno”. Precisamos da proteção e cuidado de Deus.

O pedido de Jabez também se refere ao mal que existe em nosso próprio coração. Consoante Jesus: “Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias” (Mt 5.19).

Assim, Jabez orou pedindo que Deus o preservasse dessas maldições malignas provenientes do poço do abismo! "Faças que do mal não seja afligido!"

Portanto, Jabez pôde comandar seus homens na batalha, certo da proteção de Deus. No entanto, a questão mais importante que quero enfatizar é que ele colocou o foco da sua oração em Deus, não em si mesmo.

A oração respondida

Diz o texto em seu final: “E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido”. Deus responde as nossas orações. Ele muda a nossa sorte. Ele anima o cansado, guia o perdido, transforma choro em alegria...


Deus vos abençoe.........