segunda-feira, 29 de setembro de 2014

O QUE APRENDI COM O COCO.

Quando eu tinha 7 anos passei por uma experiência que me marcou para o resto da minha vida. Existem coisas que fizemos na infância que ficam guardados em nossa mente par sempre, ficam marcados como um ferro quente no lombo de um cavalo. Esta história do coco é uma delas. Isto aconteceu em um tempo em que a violência praticamente não existia no bairro em que morávamos. Num tempo em podíamos ir e voltar da escola primaria desacompanhado. Num tempo que podíamos ficar até tarde na rua jogando bola, brincando de queimada, pique bandeira e taco. Num tempo onde os biscoitos, o arroz, o feijão, o açúcar e vários outros produtos e alimentos eram vendidos a granel. Os biscoitos não viam em pacotes fechados, a gente comprava a quilo e em sacos de papel. O pão era vendido em unidades e enrolados em papel, papel de pão.
O certo é que não importa a época, podemos nos deixar ser influenciados pelo meio, pelos amigos. Pois bem. Quando eu voltava da escola acompanhado por amiguinhos, fui influenciados por eles a retirar do balcão de um mercado, que ficava na calçada, um dos muitos cocos secos que ali estava, daqueles que nossa mãe utilizava para fazer leite de coco, coco ralado e incrementar aquele cuscus delicioso. enquanto meus amigos vigiavam retirei alguns cocos secos. Levei dois para casa. A princípio fiquei feliz e radiante com minha conquista, mas ao mesmo tempo com a consciência pesada, pois sabia que aquilo não era o certo. Lembrei de um louvor que minha mãe cantava para mim, quando menor. "Cuidado mãozinha no que pega, o salvado do céu e está olhando pra você, cuidado mãozinha no que pega." 
Quando cheguei em casa foi logo tomar um banho e almoçar. Minha mãe começou a retirar o material da mochila para que eu estuda-se mais tarde. foi quando ela viu os dois cocos que eu havia quarado na mochila, e foi logo perguntando: meu filho que cocos são estes? Tentei responder sem carquejar, mas meu olhar não disfarçou a minha culpa. Foi forçado pela força co convencimento de uma chibata a falar a verdade. conclusão: tive que voltar ao mercado e devolver os cocos, levei umas chineladas e ainda fiquei de castigo, sem ir brincar na rua por uma semana.
  
"E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus."
Romanos 12:2

O que aprendi com o coco:

Não mentir;
Não roubar;
Não ser influenciado, nem andar em más companhias;
Humilhar-me;
A respeitar as coisas dos outros;
Passar vergonha é muito ruim;

Ouvir conselhos



Esse texto do vídeo acima é de Robert Fulghum- "All I Really Need To Know I Learned In Kindergarten". 

O livro é muito bom, com vários textos leves e bem escritos sobre os fatos da vida cotidiana, mas o que eu mais gosto nesse texto em particular é que ele nos lembra de valores muito importantes, que por algum motivo, nos esquecemos no decorrer de nossa vida.

Viva o jardim de infância.

sábado, 27 de setembro de 2014

Seu Cosme e Seu Damião

Os gêmeos Cosme e Damião foram médicos árabes, que viveram na Ásia Menor durante o terceiro século da história da igreja. Usavam como meio de evangelização o atendimento a população e não cobravam por suas consultas. Eram cristãos empenhados em ganhar almas pra Cristo. Cosme e Damião possuíam uma revelação clara do chamado que tinham como ministros do Evangelho, chamado que cumpriam no cotidiano da rotina profissional, ministrando Cristo através de seu trabalho. Por pregarem o cristianismo, Cosme e Damião foram presos, levados a tribunal e acusados de se entregarem à prática de feitiçarias e de usar meios diabólicos para disfarçar as curas que realizavam. Em 303, o Imperador Diocleciano decretou que fossem condenados à morte na Egéia.
Cem anos depois disso, iniciou-se uma terrível idolatria ao seus restos mortais e às imagens que foram esculpidas em sua homenagem. Dois séculos após sua morte, por volta do ano 530, o Imperador Justiniano ficou gravemente doente e deu ordens para que se construísse, em Constantinopla, uma grandiosa igreja em honra de Cosme e Damião. A fama dos gêmeos também correu no Ocidente, a partir de Roma, por causa da basílica dedicada a eles, construída a pedido do papa Félix IV, entre 526 e 530. A solenidade de consagração da basílica ocorreu num dia 26 de setembro e assim, Cosme e Damião passaram a ser festejados, pela igreja católica, nesta data.
Aqui no Brasil, a idolatria uniu-se à feitiçaria. A devoção trazida pelos portugueses misturou-se com o culto aos orixás-meninos (Ibejis ou Erês) da tradição africana yorubá. Cosme e Damião, os santos mabaças ou gêmeos, são tão populares quanto Santo Antônio e São João. São amplamente festejados na Bahia e no Rio de Janeiro, onde sua festa ganha a rua e adentra aos barracões de candomblé e terreiros de umbanda, no dia 27 de setembro, quando crianças saem aos bandos, pedindo doces e esmolas em nome dos santos.
Uma característica marcante na Umbanda e no Candomblé, em relação às representações de Cosme e Damião, é que junto aos dois santos católicos aparece uma criancinha vestida igual a eles. Essa criança é chamada de Doúm ou Idowu, que personifica as crianças com idade de até sete (7) anos de idade, sendo ele o protetor das crianças nessa faixa de idade. Na festa da tradições afro, enquanto as crianças se deliciam com a iguaria consagrada, os adultos ficam em volta entoando cânticos (oríns) aos orixás. (fonte: http://www.montesiao.pro.br/estudos/festaspagas/cosmedamiao.html)

O pecado da idolatria é colocar outro deus no lugar do verdadeiro Deus.
“Não terás outros deuses diante de mim. Êxodo 20:3
Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura.Isaías 42:8

Sei que muitos dos irmãos da igreja antiga foram pessoas santas, mas isto não os coloca na posição de serem adorados, porém devem ser imitados.
Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás. Mateus 4:10

Devemos orar ao Pai em nome de Jesus.
Os apóstolos não aceitaram adoração porque é para ser exclusivamente para Deus.
O sacerdote de Zeus, cujo templo ficava diante da cidade, trouxe bois e coroas de flores à porta da cidade, porque ele e a multidão queriam oferecer-lhes sacrifícios. Ouvindo isso, os apóstolos Barnabé e Paulo rasgaram as roupas e correram para o meio da multidão, gritando: "Homens, por que vocês estão fazendo isso? Nós também somos humanos como vocês. Estamos trazendo boas novas para vocês, dizendo-lhes que se afastem dessas coisas vãs e se voltem para o Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há. No passado ele permitiu que todas as nações seguissem os seus próprios caminhos. Contudo, não ficou sem testemunho: mostrou sua bondade, dando-lhes chuva do céu e colheitas no tempo certo, concedendo-lhes sustento com fartura e enchendo de alegria os seus corações". Apesar dessas palavras, eles tiveram dificuldade para impedir que a multidão lhes oferecesse sacrifícios.” Atos 14:13-18

Quando o apóstolo João, se prostrou diante de um anjo, este o repreendeu dizendo:
Eu, João, sou aquele que ouviu e viu estas coisas. Tendo-as ouvido e visto, caí aos pés do anjo que me mostrou tudo aquilo para mim, para adorá-lo. Mas ele me disse: "Não faça isso! Sou servo como você e seus irmãos, os profetas, e como os que guardam as palavras deste livro. Adore a Deus! " Apocalipse 22:8-9

Devemos adorar ao Criador e não a criatura.
Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos e trocaram a glória do Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhança do homem mortal, bem como de pássaros, quadrúpedes e répteis. Por isso Deus os entregou à impureza sexual, segundo os desejos pecaminosos dos seus corações, para a degradação dos seus corpos entre si. Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram a coisas e seres criados, em lugar do Criador, que é bendito para sempre. Amém.” Romanos 1:22-25

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Queria voltar no tempo e ser como uma criança.

Quantas vezes você pensou em entrar numa fonte da juventude e voltar a ser criança? Quantas vezes você já pensou nas coisa do seu tempo de criança? E então bate aquela saudade.

Nos realizamos em nossos filhos. Temos em nossa mente a alegria das crianças e nos sentimos orgulhosos das pequenas coisas que nossos filhos fazem. Uma resposta inteligente, uma atitude inesperada ou algo que nunca imaginaríamos que pudessem realizar ou falar, nos deixam felizes e queremos compartilhar. Como um sinal de aprovação e querendo ou não dizer: como meu filho é bonito, como minha filha é linda, como é inteligente. Não estou dizendo que isso seja ruim em si mesmo, mas quero aprofundar mais o assunto. Traze-lo a uma realidade mais séria. Não me canso de ver diversas postagens aqui no Facebook de pais e mães impressionadas com seus filhos diante de situações que eles aprontam. Um corte do cabelo, um suco derramado no sofá da sala, uma parede ou uma geladeira rabiscada, um desenho na folha de papel, uma foto, uma resposta na ponta da língua, um dez na prova, são motivos de satisfação. Idealizamos a infância com a idade da inocência e acreditamos que eles, apesar dos erros, merecem nosso perdão e admiração. O que será que nosso Pai celeste pensa ao nosso respeito quando erramos e acertamos? Nesta hora me reporto as palavras de Jesus ao dizer: 

"Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus. (Mateus 18:3)

O que Jesus quis dizer com isso?
Se quiséssemos absorver todo o entendimento do ensino do Mestre, seria importante lembrarmos as atitudes judaicas em relação as crianças na Palestina daquela época. No Tempo do Novo Testamento as crianças eram consideradas sem importância e mereciam pouca atenção. Não eram nem aos menos contadas. Jesus veio mudar paradigmas e se dispõem a receber criancinhas. Jesus sempre se preocupava com os menos favorecidos e se ocupava com os membros mais inferiores da sociedade, os pobres, os oprimidos, os mendigos, os aleijados, as prostitutas, os cobradores de impostos, os leprosos, as mulheres e as crianças. Frenquentemente Jesus os chamavam de pequeninos e os últimos. (Mateus 18:10 e Lucas 12:32). Jesus foi além de recebê-los em seus braços, Ele disse que “dos tais era o Reino dos Céus.” (Mateus 19:14)
Jesus nos disse para nos tornarmos como crianças ou semelhantes a elas, não somente pela sua inocência, mas também pela sua dependência e consciência limpa e incapaz de fingir. Elas são os nossos modelos, a quem devemos nos tornar.
Nos adultos estamos preocupados com grandes acontecimentos, enquanto as crianças se seduzem pelas coisas simples da vida. A criança perdoa rápido e não guarda mágoa ou rancor. Uma criança está sempre pronta a aprender, mesmo que aos nossos olhos nos parecem que não estão prestando a atenção. 
Mas o maior significado que Jesus nos deixa é o da dependência. Analise um pouco. Não há nada mais indefeso que uma criança, ela precisa de um adulto para tudo. Se um adulto for deixado no deserto com uma mochila cheia de comida, uma espingarda para se proteger, uma caixa de fósforos para fazer fogo e um cantil de água, provavelmente sobreviverá. Mas leve uma criança ao deserto, com muita comida, água, com armas pra se defender, cobertores para se aquecer. Em dois dias você encontrará essa criança morta. Por quê? Porque a criança é dependente. A Criança é 100% dependente. Jesus quis dizer: dependa de mim.
Deus nos ama como um pai ama a seu filho.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

MEU ANIVERSÁRIO

Hoje faço mais um aniversário.
Durante todos os meus anos de vida, foram anos de muita lutas e batalhas. Luta que ainda não acabou e que pela graça de Deus estamos vencendo. Foram lágrimas vertidas e que ainda não secaram e feridas que ainda não cicatrizaram. Foram momentos de solidão. Foram momentos de aprendizagem. Muitos pessoas me deram palavras de incentivo e de motivação, mas não foram suficientes. Pensei em desistir, não os foram amigos, não foram parentes, nem a igreja que me deteve, foi Cristo. Ainda não entendi o propósito de Deus, mas aceito. Sei que Ele me ama.


“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.“ Eclesiastes 3: 1
“E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” Romanos 8: 2



Durante todos estes anos aprendi que nada acontece por acaso. Reclamar nos impede de realizar o que deveríamos fazer. Aprendi que existem coisas importantes na vida, buscar meus interesses pessoais e acumular bens não é tudo, é corrida de rato. Como é difícil negar a si mesmo e renunciar o “eu”. 
Aprendi que nada acontece exatamente da maneira que imaginamos, pois na maioria das vezes imaginamos sem a presença de Deus. Aprendi que a vontade de Deus é soberana, mas eu posso clamar e pedir pelo meu desejo. 
Aprendi que para amar a Deus é preciso amar ao meu próximo. Amar ao próximo é muito mais do que palavras, é agir de íntima compaixão. Ainda luto para ficar calado quando tenho muito que falar e quando falam coisas que nos magoam aos nossos ouvidos. Aprendi que quando inverdades são pronunciadas a nosso respeito temos que perdoar. Como é difícil perdoar. Aprendi que gritar sempre piora as coisas. As pessoas tentam nos analisar quando deveriam olhar para dentro de si primeiro. Aprendi que Cristo morreu numa cruz não para fazer aquilo que eu quero, mas para que eu viva uma vida como a d´Ele. Aprendi que não posso me sensibilizar com as palavras da bíblia, mas pratica-las. Como é difícil praticar o evangelho de Cristo. Aprendi que ainda me falta muito viver uma vida cristocêntrica, este não um estilo de vida, é uma necessidade. Aprendi que frases de efeito e versículos bíblicos são bonitos para escrever em papel, mas precisam estar escrito no coração também.
Talvez isto sirva para você ou talvez você já saiba disso tudo. Amor não é feito de palavras, mas de atitudes. Aprendi que família é tudo quando se tem amor. Aprendi que palavras certas ditas em momentos errados são como facas afiadas no coração e que palavras erradas ditas em momentos certos causam o mesmo efeito. Aprendi que muitas vezes culpamos os outros quando o erro está em nós mesmos. Aprendi a contar os meus segredos para Deus que é o único que guarda e não vem com sermões sobre o que deveria ou o que devo fazer. Às vezes o inimigo está mais perto de você do que você pensa. Aprendi que quando quero me desabafar converso com Ele. Ele me compreende. Ele não cobra ser reconhecido por seus atos, apesar de me mostrar os meus erros. O Seu amor é incondicional. Ele não me dá tapinha nas costas, Ele me carrega no colo. Ele não é falso, é verdadeiro e real. Aprendi que não importa o que os outros pensam de nós, não somos obrigados a agradar a todo mundo. O importa é o que Cristo pensa de nós e é a ele quem temos de agradar.
Aprendi que promessas foram feitas para serem compridas. O que Ele prometeu Ele cumpre, não importa quanto demore. Ele é fiel. 
Às vezes peço que Jesus volte logo, mas lembro que ainda existem muitos perdidos, inclusive dentro das igrejas. 
Faço minhas as palavras de Willian Shakespeare:
“Aprendi que não importa quanto eu me importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... Aprendi que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprendi que falar pode aliviar dores emocionais. Aprendi que levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la. Aprendi que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. Aprendi que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprendi que o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. Aprendi que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprendi que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam. Aprendi que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa. Aprendi que sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas. Pode ser a última vez que a vejamos. Aprendi que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós,mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Aprendi que não devemos nos comparar com os outros, mas com o melhor que podemos fazer. Aprendi que não importa onde já cheguei, mas onde estou indo. Aprendi que não importa quão delicado e frágil seja algo, sempre existem dois lados. Aprendi que leva muito tempo para me tornar a pessoa que eu quero ser. Aprendi que se pode ir mais longe depois de pensar que não se pode mais. Aprendi que ou você controla seus atos ou eles o controlarão. Aprendi que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprendi que paciência requer muita prática. Aprendi que existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar isso. Aprendi que meu melhor amigo e eu podemos fazer qualquer coisa, ou nada, e termos bons momentos juntos. Aprendi que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que lhe ajudam a levantar-se. Aprendi que há mais dos meus pais em mim do que eu supunha. Aprendi que quando estou com raiva tenho o direito de estar com raiva. Mas isso não me dá o direito de ser cruel. Aprendi que só porque alguém não o ama de jeito que você quer que ele ame, não significa que esse alguém não o ame com tudo que pode. Aprendi que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprendi que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens ou fora de cogitação. Poucas coisa são mais humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprendi que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém. Algumas vezes você tem que aprender a perdoar a si mesmo. Aprendi que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido; o mundo não pára para que você o conserte."

Obrigado Senhor.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Qual a sua TEMPERATURA?


Quem não gosta de um leite morninho ou de um chá morno ao final da noite? Deus não gosta.



“Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.” Apocalipse 3:16

Esta é a situação que se encontrava na igreja de Laodiceia. Uma igreja que não era quente, nem fria. É bem interessante a similaridade da condição espiritual desta igreja, com o quadro que presenciamos em algumas igrejas de hoje. Muitos estão vivendo esta situação de ser: ineficientes, ignorantes, pobres, indignos e cegos. A mornidão, o casuísmo e a indiferença é percebido claramente na vida de muitos cristãos. 
A igreja de hoje está cheio de crentes INDECISOS. Morno é aquele que está no meio do caminho, indeciso, vacilante, indefinido. (NÃO SABE SE CONTINUA OU VOLTA). É aquela pessoa que não desiste do evangelho mas não está disposto a investir sua vida na causa de Cristo. Onde os valores materiais tomaram o lugar dos espirituais. O dinheiro está em primeiro plano. As pessoas buscam a Deus apenas pelo dinheiro ou tentam fazer negócios com Deus através de dízimos e ofertas. A oração, o jejum e a busca ao Senhor ficam em último lugar ou até sem lugar. No entanto, estão contentes consigo mesma, possuem uma autoimagem bastante positiva e dizem: “somos ricos e de nada temos falta” (Ap. 3:17). São influenciados pelo mundo, onde o TER assume mais importância que o SER.
Precisamos retornar à palavra de Deus, a bíblia, pois só ela pode curar nossa cegueira ou corrigir a visão distorcida que temos sobre nós mesmos. Temos a tendência de nos auto valorizar e batemos no peito dizendo que não temos nada de errado e que esta é a igreja verdadeira que Deus escolheu. Medem a fé e a certeza da salvação pela prosperidade e riqueza. Se são ricos é por que Deus os abençoa e estão sendo aprovados por Deus. Se são pobres colocam a humildade como alicerce para a arrogância. Os valores espirituais não conseguidos por muito ou por pouco dinheiro, mas pelo Espirito Santo de Deus.
No campo moral, uma vida de santidade e pureza, tem sido substituída por práticas que em nada lembram o evangelho de Cristo. A irrelevância da castidade, a banalização do casamento, a desfiguração da família e a crise de integridade são alguns sintomas desta mornidão. Os princípios e referenciais bíblicos e da igreja primitiva são cada vez mais abandonados, esquecidos e trocados pelas velhas idéias e práticas hedonistas, utilitaristas, pragmáticas, ativismos e outras semelhantes. O sexo entre não casados, em muitos lugares, já se tornou normal, na mesma proporção do divórcio e da infidelidade conjugal.
No campo espiritual, o prazer de ler a Bíblia, o desejo e a prática da oração, a busca em ser cheio do Espírito Santo, em servir mais e melhor ao Senhor, em pregar a sua palavra, em testemunhar de seu poder, em ter uma vida de santidade, é cada vez mais escasso. Estas são coisas raras na igreja de hoje. Cada vez mais a bíblia é lida nos cultos e menos em casa. Muitos nem mais levam bíblia a igreja e se levam nem ao menos a abrem, todos os textos são colocados na projeção. A oração transformou-se em uma lista de pedidos, num compromisso formal, num exercício monótono e cansativo. Os louvores meros momentos de introspecção, onde lágrimas são derramadas e sentimos afloram para comover o coração de Deus, mas seus corações estão vazios e não muito depois seus lábios pronunciam todos os tipos de malícia, fofocas e palavras torpes. 
O serviço cristão, diminuíram em quantidade, qualidade e intensidade. A pregação da palavra e o testemunho cristão cessam nas ruas, nas praças, nos hospitais, nos presídios, nas universidades, nos lares, na vizinhança. Em contrapartida, nos púlpitos cada vez mais pregadores profissionais e animadores de auditório fazem sermões comoventes.
O culto doméstico, instrumento poderosíssimo de fortalecimento e crescimento espiritual, pelas mais diversas razões simplesmente morreu e deixaram de enterrar. Foi engolido pelas redes sociais, pela internet, pelo trabalho secular, pela televisão, pelos estudos, pelas atividades esportivas, pelo culto ao corpo, pelo social e demais coisas que compõe o mundo moderno e tecnológico.

Percebemos que o silêncio, o conformismo e a “mornidão” de muitos direcionam para um final não muito feliz, onde a fala do “deixa pra lá”, deixa quieto”, “está bom assim”, “tanto faz”, tem levado muitos a morte espiritual. Onde está a causa disso tudo? Na desmedida preocupação com as coisas materiais; no menosprezo da comunhão com Deus e na indiferença com a salvação.

Lembrem-se que Jesus sugeriu 3 coisas:
1) Comprar ouro refinado. A verdadeira riqueza é espiritual. Ele oferece ouro puro, refinado pelo fogo.
2) Comprar vestimentas brancas. É Ele quem lava nossos pecados e nos veste de pureza e justiça.
3) Comprar colírios para os olhos. Ele quer curar a cegueira espiritual que nos atinge.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

VOCÊ NÃO É DONO DO SEU NARIZ


Uma criança, mesmo que de colo, quando não consegue fazer o que quer, faz logo uma birra e começa a chorar. Somos tentados a todos os momentos a fazer a nossa própria vontade.


A coisa mais difícil do evangelho é estar no centro da vontade de Deus, sabe por que? Porque a tendência natural do homem caído é fazer a sua própria vontade. É extremamente difícil para nós deixar o nosso querer e fazer o querer de outro. Não queremos ter ninguém dizendo o que devemos fazer, queremos ser livres. e fazer a nossa própria vontade é ser livre? Como o mundo seria diferente, como as igrejas seriam diferentes, como os cristãos seriam diferentes se deixassem de fazer as suas próprias vontades e se voltassem a vontade de Deus. 

O resultado de fazermos a nossa vontade e não a vontade de Deus é catastrófico; sabe por quê? Por que Ele conhece o resultado. As vezes ouvimos: “Você deve ouvir o seu coração.” Este não é um conselho bíblico; devemos ouvir a vontade de Deus. Se seguirmos o nosso coração é certo que erraremos. A nossa mente e o nosso coração deve estar alinhado e em sintonia com a Palavra de Deus e com a sua vontade. Muitos recusam estar no centro da vontade de Deus. Estar no centro da vontade de Deus é deixar que Deus aja em tudo e em todos que nos cercam, aí está a dificuldade. Achar que podemos manter tudo sobre controle é um tremendo erro, só Deus tem tudo sobre controle.

A grande dificuldade de Caim foi querer fazer a sua vontade em detrimento a vontade de Deus. Sendo ele agricultor e seu irmão Abel, pastor de ovelhas; ele achou natural que oferece um holocausto de frutos ao invés de animais. Deus havia determinado que os sacrifícios deveriam ser com derramar de sangue, mas ele quis fazer do seu modo, do seu jeito. Quando fazemos do nosso jeito e não da maneira de Deus já conhecemos o resultado. Abel agradou a Deus e ofereceu melhor sacrifício que Caim, não foi por meio do seu sacrifício, mas devido a sua fé. Foi através da fé que Abel alcançou testemunho de que era justo. Deus não nos rejeita ou nos aceita por causa de nossas ofertas, e sim , pela confiança que depositamos nEle. Caim foi até Deus confiando em sua oferta e na sua própria vontade e, por isso, ele não foi aceito e nem a sua oferta. Ambos estavam cientes da providência tomada para a salvação do homem, e sabiam do plano de Deus para a salvação do homem e como era o sistema de ofertas. Sabiam que as ofertas deveriam exprimir fé no Salvador a quem tais sacrifícios tipificavam. Deveriam reconhecer a total dependência a Ele para o perdão. Sabiam que se agissem assim estavam dando prova de sua obediência à vontade de Deus.
“Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e por ela, depois de morto, ainda fala.” Hebreus 11:4

Quando Jesus estava no Getsêmani, pouco antes de ser entregue para ser crucificado, Ele orou a Deus: "Meu Pai, se não for possível afastar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade.” (Mateus 26:42) Mesmo sabendo por todo o sacrifício que iria passar, ele aceitou a vontade de Deus. 

Quando Jesus disse a Pedro para jogar a rede depois de uma noite de pescaria fracassada, Pedro estava cansado e provavelmente não sabia o que iria acontecer, mas resolveu obedecer a palavra de Jesus.
Abraão não queria matar o seu filho nem muito menos entendeu porque Deus pediu tal coisa, mas escolheu obedecer.

Permaneça no centro da vontade de Deus, meu irmão e verás a recompensa, escolha obedecer.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

FIRMADO NA ROCHA

Em 1998 desmoronou e foi a ruína o Edifício Palace 2, na Barra da Tijuca.Naquela época eu lembrei o que falou o Senhor Jesus em Mateus 7:24-27 e isso ficou em minha cabeça. “Construir uma casa na rocha.”
Ainda não tive oportunidade de construir uma casa, mas espiritualmente sei o que isso significa.
Uma das coisas mais importantes neste ensinamento de Jesus, é quando Ele diz: “Aquele que ouve a minha palavra e as pratica.”
Jesus começa a parábola criando uma dicotomia, entre ouvir e praticar.
Esses dois aspectos sempre andam juntos. Ouvir é importante, praticar é necessário.
Ouvir não leva ninguém para o céu. Você precisa ser praticante dos ensinamentos de cristo. É neste ponto que muitos se perdem.
Sei que praticar os ensinamentos de Cristo não é fácil. Vou dar um exemplo:
"Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus;" Mateus 5:44
Nesse ponto muitos falham. Será isso possível: amar inimigos? Se você estiver firmado na rocha isto é praticado.
Uma casa edificada sobre a rocha é uma casa edificada sobre Jesus Cristo, fundamentada nas palavras de Jesus. Jesus é a nossa Rocha. É o nosso alicerce, a nossa pedra de esquina, a pedra angular.
O segredo não está somente em ouvir as palavras de Jesus, mas em praticá-las.
Edificar a casa sobre a areia, sem profundidade, sem fundamento, sem alicerce, faz com que a casa vá a ruína, quando aparece as chuvas, as enchentes e os ventos.
Mesmo os nossos objetivos mais simples serão como areia se não firmamos o nosso compromisso com Cristo.
Compromissos como o dízimo, como o sábado, como o amor ao próximo, como a pregação do evangelho.
Fundamentar a sua casa na areia é se deixar levar pelas propostas do mundo. É deixar de buscar o reino de Deus em primeiro lugar. É deixar de confiar em Deus e que Ele não seja suficiente para suprir todas as suas necessidades, que Ele não é poderoso para lhe livrar do mal ou nos dias maus, de tempestades como diz a parábola.
Quando foram erguidas, e ambas pareciam no prumo certo, firmes e fortes, mas quando veio a luta a verdade veia a tona.
Nós queremos as coisas rápidas, somos imediatistas, não queremos coisas que nos dão trabalho. Em se tratando da edificação da nossa casa precisamos cavar o mais profundo que pudermos para construir o nosso fundamento.
Se você ainda não edificou a sua casa sobre a rocha, um dia a casa vai cair, meu amigo.
Se a sua casa cair o prejuízo é grande.
Estamos falando de vida eterna. 
Jesus não quer que isso aconteça por isso você deve firmar a sua casa na rocha.
Mais do que ser um bom pastor, um bom oficial, uma boa ovelha, um bom irmão, um bom dizimista, um bom vizinho, um bom filho e um bom pai, tudo isso é importante, mas é necessário que você sinta a verdadeira comunhão com Deus, a rocha eterna. É necessário está firmado na rocha.
“Porque quem é Deus senão o Senhor? E quem é rochedo senão o nosso Deus?” (Salmo 18.31); 

domingo, 21 de setembro de 2014

FORÇA CONTRA FORÇA, ALÉM DA DOR.


Em alguns momentos da vida é preciso recuar, dar um passo para trás para dar dois para frente e avançar. É preciso entender que a vida é feita de momentos de avaliação e revisão de conceitos. 
A sabedoria das árvores nos ensina que é preciso se desfazer das folhas para que ela possa crescer exuberante na primavera.
É preciso muito mais coragem para recuar do que para prosseguir a frente. Reconhecer nossos erros é muito mais difícil do que enxergar nossos acertos.
“Na vida, a capacidade de recuar deve ser maior do que a de avançar.” 
Algumas leis universais estão presente em nossa vida, como por exemplo, a lei universal da semeadura, "o que plantamos é o que colhemos". A terceira Lei de Newton, a lei da ação e reação, é uma destas: “A toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade: ou as ações mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e dirigidas em sentidos opostos.” Esta é uma lei da natureza e universal. Talvez você não tivesse isso em mente quando leu o termo: “Força contra Força”. Deus muitas das vezes faz uso do cajado, ora para corrigir as ovelhas que se desviam, ora para socorrer a ovelha caída em buracos ou precipícios.
A algum tempo atrás tocou-me profundamente as palavras do pastor Francisco Soares quando disse que muitas das vezes na jornada cristã é preciso ir “além da dor”. Quanta renuncia, quantos desaforos e quantos tapas somos obrigados a absorvemos em prol do evangelho de Cristo. É uma atitude de nobreza superar a dor. Entendo quando Cristo fala que sofreríamos aflições, não diz respeito a sofrimentos exclusivamente físicos, mas também sociais, emocionais, econômicos e principalmente de relacionamentos interpessoais, Ele mesmo disse que "aquele que não fosse capaz de deixar pai e mãe não seria digno d'Ele."
“E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna.” Mateus 19:29
“Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim.” Mateus 19:37
É muito difícil permanecer calado quando somos injuriados e “pagar o mal com o bem”. Dura vida esta de cristão. Rogo a Deus que nos ensine a suportar esta dor.
“Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.” Romanos 12:21
“Vede que ninguém pague a outro mal por mal. Antes, procurai sempre praticar o bem entre vós e para com todos.” I Tessalonicenses 5:15
Veja que interessante, em ambos os textos somos exortados a permanecemos em constante oração, somente assim venceremos.
“Orai sem cessar.” I Tessalonicenses 5:17
“Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração;” Romanos 12:12

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

ÊXODO – A SAÍDA.

Quem nunca entrou em uma rua sem saída? Quem nunca pegou um caminho errado?
“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” João 14:6

Ao se deparar com uma situação dessas muitos de desesperam, outros começam a xingar ou a chorar. 
Na vida espiritual muitas das vezes nos vemos em uma situação como essa. A solução aos olhos do Pai e orar. Por quê? Por que Jesus é a saída.

O povo de Deus estava diante de uma situação dessas. No livro de Êxodo (saída) vemos que logo após o povo sair do Egito, Faraó se arrepende de ter deixado o povo de Israel sair e vai atrás para destruí-los e forçar-los a serem escravos de novo. O inimigo de nossas almas também age desta maneira, quando decidimos ficar ao lado de Jesus e caminhar de encontro a Canaã celestial, ele tenta, de todas as maneiras nos levar de volta ao cativo do Egito, do pecado.

O povo de Deus enfrentava uma situação completamente adversa. O exercito de Faraó vindo em disparada ao seu encontro e a frente o grande mar Vermelho. Pronto, não tem saída, exclamaram muitos daquele povo. Vamos todos morrer, ou pela mão de faraó ou afogados. O que fazer?
“Então disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem.” Êxodo 14:15

Clamar ao Senhor é a resposta. Por quê? Por que ele é a saída.
O povo havia sido escravo escravo no Egito, submetido a trabalhos pesados sob um regime escravagista, cruel e sistemático. Cabiam aos judeus trabalhos muito pesados. Sofreram tortura e genocídio. Sob a liderança de seu rei sanguinário, que personificava o mal, o Egito privou os judeus de sua dignidade e liberdade. O povo Hebreu teve que esperar 430 anos. Deus anunciou a Moisés que Ele libertaria o povo judeu do peso e da aflição. Deus não se esqueceu das suas promessas que havia feito a Abraão. Ele não esquece jamais das suas promessas e quem poderá frustrar os seus planos? Precisamos colocar a nossa confiança em Deus.

A última praga deixou o povo do Egito arrasado e cheio de pranto, dor e morte. O povo de Deus que confiou e gozava de alegria festejando a Páscoa e com o coração repleto de alegria pelo livramento que o Senhor havia concedido. Foi necessário Deus apresentar-se tanto aos egípcios quanto aos próprios israelitas, para que seu povo aprendesse a depender unicamente dEle; eles deveriam aprender a confiar em Deus. É nos dias de provação e dificuldades que experimentamos a profunda e incontável mão de Deus. Se tudo fosse sempre fácil nunca se poderia ter esta experiência. Não é quando o barco desliza suavemente à superfície do lago tranquilo que a realidade da presença do Mestre é sentida; mas sim, quando ruge o temporal e as ondas varrem a embarcação. O Senhor não nos oferece a perspectiva de isenção de provações e tribulações; pelo contrário, diz-nos que teremos tanto umas como as outras; porém, promete estar conosco sempre; e isto é muito melhor que vermos-nos livres de todo o perigo. A compaixão do Seu coração conosco é muito mais agradável do que o poder da Sua mão por nós. A presença do Senhor com os Seus servos fiéis, enquanto passavam pelo forno de fogo ardente, foi muito melhor do que a manifestação do Seu poder para os preservar dele.

Qualquer esforço humano sem Deus é inútil. Tentar livrarem-se de qualquer situação sem a presença de Deus é inútil. O mar estava diante deles, o exército de Faraó por detrás, e de ambos os lados estavam as montanhas; permitido e ordenado por Deus. O Senhor havia escolhido o terreno para acamparem "diante de Pi-Hairote, entre Migdol e o mar, diante de Baal -Zefom". Depois, permitiu que faraó os alcançasse. E por quê?- Precisamente para Se manifestar na salvação do Seu povo e na completa destruição dos seus inimigos.
"Aquele que dividiu o Mar Vermelho em duas partes; porque a sua benignidade é para sempre. E fez passar Israel pelo meio dele; porque a sua benignidade é para sempre. Mas derribou a Faraó com o seu exército no Mar Vermelho, porque a sua benignidade é para sempre" (SI 136:13-15).

Quando obedecemos, Deus nos garante que vai adiante de nós.
“O Senhor, pois, é aquele que vai adiante de ti; ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará. Não temas, nem te espantes" (Dt 31.8).

Diante do perigo e da aproximação do inimigo a ordem do Senhor foi: "Dize aos filhos de Israel que marchem" (Êx 14.15).
Marchar para onde? Para o mar? Parecia impossível, porém os israelitas obedeceram. Na obediência está a bênção de DEUS. Aquele que obedece vê o impossível acontecer! Então, DEUS enviou um vento e o mar se abriu para o povo de DEUS passar. O povo de Israel atravessou o mar e os egípcios quiseram imitá-los, mas o Senhor os derribou (Êx 14.27). 

O livramento era para o povo de DEUS, não para os inimigos. Você pertence ao povo de DEUS? Então, não tema. Há livramento para você.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

SE SENTINDO DEUS.............

Quando eu era criança, por várias vezes eu pegava uma lupa ou a lente velha dos óculos da minha mãe e brincava de queimar formigas. Eu me sentia um verdadeiro “deus”. Decidia quem eu manteria vivo e quem eu decidiria matar. Hoje compreendo que Deus não age desta maneira. 


“E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia”. João 6: 39



Estamos nos aproximando do final do ano e então começamos a refletir nos últimos acontecimentos e é natural que façamos uma retrospectiva. A grande pergunta de hoje é: Por que Deus resolveu me manter vivo? O quanto eu tenho sido grato à Deus por isso? Uma pergunta complementa a outra. Estamos vivos para a gradecer e agradecemos por estarmos vivos. 
Durante 24 horas por dia o nosso coração bombeia sangue para o nosso organismo. Mesmo quando estamos dormindo ele continua trabalhando. Ele bombeia aproximadamente 7.200 litros por dia. A vida é maravilhosa.



“Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem”. Salmos 139: 14



A vida é uma dádiva de Deus. Devemos agradecer a Deus que ele nos deixa viver. Deus fez o sol que nos mantém aquecidos e sem ele não haveria vida na terra. Já agradeceu a Deus por ter feito o sol? Deus faz também a chuva e as belas flores. Devemos agradecer quando comemos frutas e verduras tão gostosas. Por todas estas coisas devemos agradecer a Deus. Acima de tudo, devemos agradecer-lhe por nos dar a vida.
Deus espera que nós sejamos agradecidos. A nossa gratidão é como oferta aos olhos de Deus e devemos fazer votos a Ele como gratidão por nos abençoar.



“Oferece a Deus por sacrifício ações de graças, e paga ao Altíssimo os teus votos;” Salmos 50: 14
“Aquele que oferece por sacrifício ações de graças me glorifica; e àquele que bem ordena o seu caminho eu mostrarei a salvação de Deus.” Salmos 50:23



Gratidão é o ato de reconhecimento de uma pessoa por alguém que lhe prestou um benefício, um auxilio ou um favor. A gratidão é a mais nobre das atitudes do ser humano. E assim como eu, Deus também gosta que as pessoas lhe sejam gratas. Eu agradeço a todos aqueles que me ajudaram de alguma maneira durante este ano. Sei que até mesmo pessoas que eu não conheço pessoalmente oraram por mim e se tornaram meus amigos. 
Aquele que se diz ou quer ser justificado por Cristo precisa cultivar a gratidão. Ao contrário da gratidão, a ingratidão é uma prática comum dos ímpios. A ingratidão é um dos sinais dos últimos dias e faz parte do caráter daqueles que não tem a Cristo. 



“Sabe, porém, isto, que nos últimos dias sobrevirão tempos penosos; 
pois os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a seus pais, ingratos, ímpios,” 2 Timóteo 3: 1-2



Muitos depois que recebe a sua benção se esquece que tudo vem de Deus. Muitos quando estão desempregados, pagando aluguel, andando a pé ou de ônibus, são até fiéis e servem a Deus com amor, mas quando são abençoados, se desviam, não dizimam, não ofertam e se esquecem do Senhor.



Comerás, pois, e te fartarás, e louvarás ao Senhor teu Deus pela boa terra que te deu. 
Guarda-te, que não te esqueças do Senhor teu Deus, deixando de observar os seus mandamentos, os seus preceitos e os seus estatutos, que eu hoje te ordeno; 
para não suceder que, depois de teres comido e estares farto, depois de teres edificado boas casas e estares morando nelas, 
depois de se multiplicarem as tuas manadas e es teus rebanhos, a tua prata e o teu ouro, sim, depois de se multiplicar tudo quanto tens, 
se exalte e teu coração e te esqueças do Senhor teu Deus, que te tirou da terra o Egito, da casa da servidão;” Deuteronômio 8:10-14



Aquele que tem a mente transformada por Cristo agradece a Deus por tudo. Desenvolve um estilo de vida de gratidão na adversidade, na bonança, no bem, no mal, no sucesso, no fracasso, em tudo. Enfim o crente genuíno encontrará motivos para agradecer a seu Deus, até mesmo “por tudo”, e não apenas “em tudo”.
Saiba ser grato a Deus. Saiba agradecer não somente a Deus mas também as pessoas que foram bênçãos em sua vida. Reflita e medite e seja grato a Deus por todas as coisas que lhe aconteceram durante este ano que se encerra. 


E sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” Romanos 8:28

ANALFABETO VISUAL


A minha esposa diz que todo o homem, assim como eu, é analfabeto visual. Eu explico: “nunca acha nada”. Mas você sabia que existem pessoas que mesmo sendo cristãs nunca leram a bíblia?
Uma pesquisa realizada pelo editor e jornalista da Abba Press & Sociedade Bíblica Ibero-Americana, Oswaldo Paião, revela uma verdade inconveniente para o mundo evangélico: cerca de 50,68% dos pastores e líderes nunca leram a Bíblia Sagrada por inteira pelo menos uma vez. A grande maioria alega falta de tempo para leitura da Bíblia. 

”Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” 2 Tm 2.15


A pesquisa diz que apenas 5% dos cristãos mundiais leram a Bíblia de capa a capa. Como podemos conhecer Deus se não conhecemos a sua Palavra? Do que vale também ler a bíblia se não pratica o que ela ensina. A maioria que lê a bíblia não pratica. O analfabetismo bíblico se refere a falta de compreensão do texto bíblico. 

A Bíblia é o maior presente de Deus para a raça humana. 
A falta de conhecimento é o maior empecilho para qualquer pessoa, na vida espiritual não é diferente. A pessoa que não lê a Bíblia não tem conhecimento sobre assuntos fundamentais sobre a salvação, não tem base espiritual e foge dos debates por qualquer motivo. A pessoa que não lê a Bíblia é travada espiritualmente e não tem um relacionamento completo com Deus.
Estamos prestes a entrar em novo ano. Este seria um bom motivo para começar um programa de leitura diária da bíblia. 

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

COMO DÓI SENTIR DOR.

Uma das melhores e mais interessantes aulas que tive durante a minha graduação foi sobre a Fisiologia da Dor. Aprendi que a dor que sentimos nunca é com a intensidade verdadeira, pois nosso corpo possui alguns mecanismos de defesa. Cada um tem um limiar de dor diferente. A mesma dor para um pode ser inofensiva, enquanto para outro é terrível. 

O que é dor? Segundo a AIER é (Associação Internacional para o Estudo da Dor) uma experiência sensorial e/ou emocional desagradável, associada ou não ao dano potencial dos tecidos.

Quem gosta de sentir dor? Eu odeio sentir dor, mas quando sinto dor, niquem pode sentir a minha dor. Eu não posso sentir a dor de niquem e você não pode medir a intensidade da minha dor. 

Cristo na sua natureza humana esteve sujeito as mesmas consequências do pecado, apesar de nunca ter pecado, como à doença, fome, sofrimento, dor, fraqueza e até mesmo a morte. (Hb 4:15)

Ao morrer na cruz do Calvário Cristo não somente expiou nossos pecados como também levou sobre si as nossas dores, fraquezas e sofrimentos. Cristo que nunca pecou, sentiu uma dor profunda e de grande intensidade por minha e por sua causa. A nossa esperança está em que Ele limpará de nossos olhos toda a lágrima. Desta forma, também, os nossas tristezas e sofrimentos fazem parte da nossa salvação. A nova Terra nos aguarda. Enquanto estivermos neste mundo iremos sentir e sujeito a tristezas e sofrimentos.

Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. (João 16:33)

Tem gente que quer pagar o que já foi pago. Pagam as “bençãos” que recebem com sacrifícios, levando uma cruz sobre os ombros, subindo degraus de uma grande escadaria, andando quilômetros até uma igreja. Cristo não requer sacrifícios, isto Ele já fez, o que Ele quer é seu coração, seu amor, sua servidão.

Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. (Isaías 53:4)

Muitos acreditam que o verdadeiro cristão não pode ficar doente, nem sentir dor. Isto não é uma verdade, enquanto estivermos neste mundo estaremos sujeito a consequência do pecado.

Existe algo que é muito maior do que toda e qualquer dor: o pecado. O pecado é a causa de sentirmos dor, foi através dele que veio a dor e o sofrimento. Cristo nos promete um mundo onde não mais existirá a dor e a morte.


Quando sinto dor me consolo na esperança de mundo sem dor. Tenho saudade do céu.