sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Queria voltar no tempo e ser como uma criança.

Quantas vezes você pensou em entrar numa fonte da juventude e voltar a ser criança? Quantas vezes você já pensou nas coisa do seu tempo de criança? E então bate aquela saudade.

Nos realizamos em nossos filhos. Temos em nossa mente a alegria das crianças e nos sentimos orgulhosos das pequenas coisas que nossos filhos fazem. Uma resposta inteligente, uma atitude inesperada ou algo que nunca imaginaríamos que pudessem realizar ou falar, nos deixam felizes e queremos compartilhar. Como um sinal de aprovação e querendo ou não dizer: como meu filho é bonito, como minha filha é linda, como é inteligente. Não estou dizendo que isso seja ruim em si mesmo, mas quero aprofundar mais o assunto. Traze-lo a uma realidade mais séria. Não me canso de ver diversas postagens aqui no Facebook de pais e mães impressionadas com seus filhos diante de situações que eles aprontam. Um corte do cabelo, um suco derramado no sofá da sala, uma parede ou uma geladeira rabiscada, um desenho na folha de papel, uma foto, uma resposta na ponta da língua, um dez na prova, são motivos de satisfação. Idealizamos a infância com a idade da inocência e acreditamos que eles, apesar dos erros, merecem nosso perdão e admiração. O que será que nosso Pai celeste pensa ao nosso respeito quando erramos e acertamos? Nesta hora me reporto as palavras de Jesus ao dizer: 

"Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus. (Mateus 18:3)

O que Jesus quis dizer com isso?
Se quiséssemos absorver todo o entendimento do ensino do Mestre, seria importante lembrarmos as atitudes judaicas em relação as crianças na Palestina daquela época. No Tempo do Novo Testamento as crianças eram consideradas sem importância e mereciam pouca atenção. Não eram nem aos menos contadas. Jesus veio mudar paradigmas e se dispõem a receber criancinhas. Jesus sempre se preocupava com os menos favorecidos e se ocupava com os membros mais inferiores da sociedade, os pobres, os oprimidos, os mendigos, os aleijados, as prostitutas, os cobradores de impostos, os leprosos, as mulheres e as crianças. Frenquentemente Jesus os chamavam de pequeninos e os últimos. (Mateus 18:10 e Lucas 12:32). Jesus foi além de recebê-los em seus braços, Ele disse que “dos tais era o Reino dos Céus.” (Mateus 19:14)
Jesus nos disse para nos tornarmos como crianças ou semelhantes a elas, não somente pela sua inocência, mas também pela sua dependência e consciência limpa e incapaz de fingir. Elas são os nossos modelos, a quem devemos nos tornar.
Nos adultos estamos preocupados com grandes acontecimentos, enquanto as crianças se seduzem pelas coisas simples da vida. A criança perdoa rápido e não guarda mágoa ou rancor. Uma criança está sempre pronta a aprender, mesmo que aos nossos olhos nos parecem que não estão prestando a atenção. 
Mas o maior significado que Jesus nos deixa é o da dependência. Analise um pouco. Não há nada mais indefeso que uma criança, ela precisa de um adulto para tudo. Se um adulto for deixado no deserto com uma mochila cheia de comida, uma espingarda para se proteger, uma caixa de fósforos para fazer fogo e um cantil de água, provavelmente sobreviverá. Mas leve uma criança ao deserto, com muita comida, água, com armas pra se defender, cobertores para se aquecer. Em dois dias você encontrará essa criança morta. Por quê? Porque a criança é dependente. A Criança é 100% dependente. Jesus quis dizer: dependa de mim.
Deus nos ama como um pai ama a seu filho.

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