terça-feira, 9 de setembro de 2014

O Sábado ou qualquer dia de descanso?

A alguns anos atrás um amigo me confidenciou: “é melhor você parar de falar sobre isso, eu não posso descobrir que estava errado todos estes anos.”
Se você tem este mesmo pensamento melhor não continuar lendo este artigo. Melhor "nem saber".
A verdade nem sempre é aquilo que queremos ouvir, ela doí. Ela quebra conceitos e tradições e muitas vezes não queremos mudar as nossas atitudes e nem os nossos conceitos. Mudanças nem sempre são coisas prazerosas, dá trabalho, temos que jogar alguns pertences fora e embalar outros. Muitos preferem permanecer do jeito que estão com medo do resultado da descoberta e da mudança.

Meu intuito não é encerrar este assunto, mas lhe dar a oportunidade de pensar sobre o mesmo. Não é também a minha intenção impor nenhuma forma de crença e fé, apenas expor a verdade em que tenho crido e que foi a mim revelado.

Existe um dia que devemos separar de forma exclusiva para a adoração a Deus?
"Lembra-te do dia de sábado, para santificá-lo.
Trabalharás seis dias e neles farás todos os teus trabalhos,
mas o sétimo dia é o sábado dedicado ao Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teus filhos ou filhas, nem teus servos ou servas, nem teus animais, nem os estrangeiros que morarem em tuas cidades.
Pois em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles existe, mas no sétimo dia descansou. Portanto, o Senhor abençoou o sétimo dia e o santificou.”
Êxodo 20:8-11 NVI

Veja, o primeiro mandamento nos ensina a quem adorarmos; o segundo, como o adorarmos; o terceiro, a forma reverente de o adorarmos; e o quarto, o dia de o adorarmos.
O sábado é um dia santo, um dia que deve ser separado dos demais dias da semana; um dia que devemos deixar de lado o nosso trabalho comum; um dia que devemos consagrar inteiramente para o louvor da glória de Deus.
Muitos ignoram a vigência do quarto mandamento da Lei de Deus, mas esquecem que Deus não muda. Os dez mandamentos é uma “lei moral” e o sábado está inserido neste contexto. Foi escrita pelo próprio dedo de Deus e portanto é imutável.

“Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?” Números 23:19
“Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, que não muda como sombras inconstantes.” Tiago 1:17 NVI

Deus estabeleceu um padrão de dias da semana. São sete os dias da semana. Seis dias trabalhamos e no “sétimo dia” descansamos no sentido físico e separamos para a dedicação a Deus. O sábado não tem somente o propósito de prover o descanso físco, mas, principalmente, tem a finalidade de fazermos voltar os nossos pensamentos para Deus.

“Assim os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados.
E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito.
E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera.” Gênesis 2:1-3

Precisamos deste dia. Em nosso consciente e mente precisamos deste dia. É ele quem nos serve.
“E disse-lhes: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado.”
Marcos 2:27

O cristianismo dos primeiros séculos recebeu influencia cultural paganizadora do Império Romano e aos poucos foi absorvendo elementos da cultura pagã, dentro os quais o culto ao Sol (Mitraísmo). O Mitraísmo do Império romano era uma mistura de mitraísmo persa, astrologia babilônica e mistérios gregos.
Muitos romanos convertidos ao cristianismo começaram a harmonizar alegoricamente o Sol Invictus com o “sol da justiça” do cristianismo (Ml 4:2; Jo 8:12), e adorar a Cristo no domingo como “dia do Sol” (Sunday em inglês e Sonntag em alemão), com o duplo propósito de se distanciarem do judaísmo perseguido pelos romanos e de se tornarem mais aceitos dentro do próprio Império Romano.
Mas o que parecia inicialmente apenas um sincretismo religioso começou a assumir um caráter institucional. A 7 de março de 321 d.C., o imperador Constantino, um devoto adorador de Mitra, decretou “que todos os juízes, e todos os habitantes da cidade, e todos os mercadores e artífices descansem no venerável dia do Sol”. Esse decreto foi seguido por várias medidas eclesiásticas para legalizar a observância do domingo como dia de guarda para os cristãos. Por mais atraentes e populares que sejam algumas teorias sobre a origem da observância do domingo, não podemos impor ao texto bíblico interpretações artificiais e desenvolvimentos históricos que só ocorreram após o período bíblico. Para sermos honestos com a Palavra de Deus, precisamos permitir que ela mesma nos diga qual o verdadeiro dia de guarda do cristão.

Muitos afirmam que o dia de descanso pode ser qualquer dia após seis dias de trabalho, não é o que a bíblia afirma. Este dia deve ser o sétimo dia da semana, o sábado. Se pode ser qualquer dia por que não o sábado então? É uma questão lógica e matemática. Preste atenção. “A” - Conjunto dos dias da semana (domingo, segunda, terça, quarta, quinta, sexta e sábado). “B” - Conjunto do dia dos que pensam que pode separar qualquer dia ( qualquer dia dentre os sete, após seis de trabalho), “C” - Conjunto que eu creio ser o dia separado por Deus (sábado). Em qualquer que seja o caso eu estou certo, pois o conjunto “C” está contido no conjunto “B”, mas o conjunto “B” não está contido no conjunto “C” (dia separado conforme a bíblia). Espero que tenham entendido.

“Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.” Gálatas 1:8

O que você anda fazendo no sábado? Seus trabalhos e afazeres ou as coisas de Deus?

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