Veja esta mensagem em : http://youtu.be/qKDqC7rHFjg
3 - Bendito
seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande
misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de
Jesus Cristo dentre os mortos,
4 - Para uma
herança incorruptível,
incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós,
5 - Que
mediante a fé estais guardados na virtude de Deus para a salvação, já prestes
para se revelar no último tempo,
6 - Em que vós
grandemente vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais
por um pouco contristados com várias tentações,
7 - Para que a
prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado
pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo;
8 - Ao qual,
não o havendo visto, amais; no qual, não o vendo agora, mas crendo, vos
alegrais com gozo inefável e glorioso;
9 - Alcançando
o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas.
I Pedro 1:3-9
Você se lembra qual eram os principais problemas do Brasil no
ano de 2013?
Saúde, educação, violência, segurança, transporte, drogas,
corrupção.....
E em 2014?

O livro de Pedro foi escrito por volta do ano 60 DC, durante
um período de que grande provação da igreja. Durante o
ano 64 d.C., uma grande parte da cidade de Roma foi queimada por Nero, que colocou a culpa nos cristãos
começando uma perseguição implacável. Pedro escreve então a sua carta a igreja
pois estava alarmado com a presença de falsos mestres e exortou a igreja para
se tornar fortes na fé e manter a esperança na volta do Senhor.
Durante mais ou menos
o mesmo período de tempo, os judeus da Palestina se rebelaram contra os
romanos. Essa rebelião tornou-se uma guerra, no ano 66 d.C., que terminou com a
destruição de Jerusalém e da nação judia, no ano 70.
Ele entendia que
muitos cristãos iriam enfrentar severa perseguição. Seu propósito era advertir
seus leitores contra a tribulação iminente e encorajá-los a permanecerem fiéis
durante esses tempos difíceis.
Dificuldades e dias difíceis sempre vão ter. Problemas talvez possam ser diferentes mas serão
sempre problemas. Na época de Pedro os cristão passaram por grandes
perseguições e nós nos dias atuais também temos as nossas lutas.
O que poderia Pedro
escrever àqueles cristãos espalhados através da Ásia Menor que pudesse aumentar
o animo e manter a esperança no Senhor Jesus? O que seria capaz de capacitá-los
a suportar a feroz tempestade de perseguição?
O que Pedro escreveu
para aqueles cristãos também serve para os nossos dias.
Pedro ressalta que um dos requisitos necessários para que nos alegremos, mesmo diante
dos sofrimentos, é a certeza de que estamos salvos.
Pedro decidiu começar
salientando as bênçãos espirituais gozadas por seus leitores
É
assim que Pedro, após a saudação inicial, inicia as suas considerações.
v.3
– Bendito..... A gratidão por parte de Pedro é o reconhecimento de alguém que
sabe que por suas próprias forças não poderia ser salvo. Muita misericórdia,
nos regenerou - O novo nascimento é
iniciativa de Deus. Viva esperança – A esperança, baseada em fatos e promessas,
de todo Cristão, está em que um dia seremos ressuscitados com Cristo, e essa
esperança é imortal.
v.4,5
– Essa salvação (Hb. 1.14 - herança) é algo que não se corrompe, sem defeito,
sem mancha, garantida no céu de Deus, que se recebe por graça, mediante a fé
(Ef. 2.8,9) e será revelada, manifestada, no tempo de Deus.
v.6
– Mesmo diante das provações, somos impulsionados a exultar (demonstrar grande
júbilo) pela vida com Deus que temos garantido na eternidade.
v.7-9
– As provações são necessárias para que de fato a nossa fé seja provada e assim
se veja a diferença de uma fé genuína de uma superficial ou até mesmo falsa.
Louvor, glória e honra – Esse é o grande propósito das provações, que Cristo
seja louvado, honrado e glorificado. O objetivo final de termos e permanecermos
na fé, é a salvação da nossa alma.
Quero
agora com vocês ressaltar alguns assuntos que se tornam importantes para refletimos. Como ter esperança mediante as
provações?
ESPERANÇA
Dentre
as diversas palavras enfatizadas nos escritos bíblicos, a palavra esperança possui
significado e importância tal para a vida cristã que não pode ser aquilatada.
Sua relevância está no fato de fazer a diferença na forma como enfrentamos as
diversas situações da vida cotidiana, visto que a viva esperança tranquiliza o
coração ansioso. O conceito de esperança vai sendo ampliado quando se analisa
seu valor, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.
No
prisma veterotestamentário, a esperança está extremamente ligada à confiança e,
com base nesta confiança, Israel podia dizer: “Senhor, tu és minha esperança”.
Israel confiava em Deus, portanto, tinha esperança, crendo na sua fidelidade
para com a aliança, pois, quando não se tem confiança, não há esperança. A
confiança leva os israelitas a esperarem pelo nome de Adonai, pela salvação,
pelo perdão, pelas conquistas, enfim, leva o povo a esperar por uma ação divina
e a base dessa espera está no pacto. Portanto, para Israel, Deus não era apenas
o objeto de sua esperança, mas também a realização e a própria segurança e
garantia de que aquilo que se espera se concretizará, visto que Deus é fiel e
zela pela sua palavra.
No
prisma neotestamentário, esperança tem um significado mais abrangente, sendo uma
parte intrínseca para a vida cristã, junto com a fé. A esperança está
interligada à fé, sendo que a ausência de um compromete a eficácia do outro.
Não há esperança sem fé e, da mesma forma, a fé sem a esperança se torna
frívola e vazia. A esperança não é de caráter egocêntrico, pois está
centralizada em Cristo, sendo uma expectativa confiante e segura das promessas
salvíficas. A grandeza das promessas de Deus motiva o cristão a manter viva sua
esperança e suas expectativas, o que se manifesta em uma caminhada perseverante
e confiante, rumo às promessas de Deus.
Nos
escritos petrinos, em particular, esperança tem um papel fundamental à luz do contexto
de seus leitores, que enfrentavam pressões externas e internas que eram verdadeiras
ameaças para a práxis cristã. De um lado, as perseguições e, de outro, os
falsos mestres que atormentavam a igreja; neste contexto, Pedro enfatiza uma
vida cristã baseada na fé e na esperança, a fim de capacitar os crentes a
enfrentarem o sofrimento e as perseguições.
Diante
disso, conclui-se que a viva esperança é uma espera responsável e não implica
em inatividade, pelo contrário, é uma espera que impulsiona, que tira da
inércia e que motiva. A esperança revela o grau da confiança que se tem em
Deus, como também as expectativas dEle, pois não basta se dizer que tem
esperança, tem de haver atitudes que provam que realmente há uma viva
esperança.
Aquele
que tem uma viva esperança não permite que suas convicções cristãs sejam abaladas
pelas circunstâncias da vida presente. Portanto, não deixa sua esperança
morrer.
Recordo-me de uma pequena ilustração,
conta-se que quatro velas estavam queimando calmamente. O ambiente estava tão
silencioso que podia-se ouvir
o diálogo que tratavam... A primeira disse: - "Eu sou a Paz! ....Apesar da minha
luz, as pessoas não conseguem manter-me, acho que vou apagar". E
diminuindo devagarzinho, apagou totalmente. A segunda disse: - "Eu me
chamo Fé! ...Infelizmente
sou muito supérflua. As pessoas não querem saber de Deus. Não faz sentido
continuar queimando". Ao terminar sua fala, um vento levemente bateu sobre
ela, e esta acabou se apagando. Baixinho e triste a terceira vela se
manifestou: - "Eu sou o Amor!
...Não tenho mais forças para queimar. As pessoas me deixam de
lado, só conseguem se enxergar, esquecem-se até daqueles à sua volta que lhes
amam". E sem esperar mais nada, apagou-se. De repente... entrou uma
criança e viu as três velas apagadas. - "Que é isto ? ....Vocês
deviam queimar e ficar acesas até o fim". Dizendo isso começou a chorar...
Então a quarta vela falou: - "Não tenhas medo criança... enquanto eu ainda
queimar, podemos acender as outras velas... eu sou a Esperança!" A criança
com os olhos brilhantes pegou a vela que restava e acendeu as demais...
“A esperança é a última que
morre.” Eu creio que todos os amigos leitores conhecem esse ditado popular.
Vamos analisar essa sentença sobre a ótica da bíblia sagrada, comecemos
definindo “esperança”.
O dicionário Aurélio define
esperança como:
1. Ato de esperar o que se
deseja.
2. Expectativa, espera.
3. Fé, confiança em conseguir o
que se deseja.
4. Aquilo que se espera ou
deseja.
Podemos dizer que esperança é uma
expectativa em relação a fatos ou acontecimentos futuros.
Vamos ver as palavras usadas na
bíblia para expressar esperança:
No antigo testamento temos a
palavra hebraica tiqvah, ela aparece trinta e três vezes nas
escrituras. Ela deriva do verbo qavah, que significa “esperar
por”. Tiqvah também aparece traduzida como linha ou cordão, Raabe foi orientada
a pendurar uma tiqvah escarlate em sua janela (Josué 2. 17 e 18).
Veja que analogia interessante: A
prostituta Raabe que havia dado refúgio aos espias do povo hebreu teve toda a
sua família poupada. Observe alguns detalhes da conversa dela com os espiões
hebreus:
“Bem sei que o SENHOR vos
deu esta terra, e que o pavor de vós caiu sobre nós, e que todos os moradores
da terra estão desmaiados diante de vós. Porque temos ouvido que o SENHOR secou
as águas do mar Vermelho diante de vós, quando saíeis do Egito, e o que
fizestes aos dois reis dos amorreus, a Seom e a Ogue, que estavam dalém do
Jordão, os quais destruístes. Ouvindo isso, desmaiou o nosso coração, e em
ninguém mais há ânimo algum, por causa da vossa presença; porque o SENHOR,
vosso Deus, é Deus em cima nos céus e embaixo na terra. Agora, pois,
jurai-me, vos peço, pelo SENHOR, pois que vos fiz beneficência, que vós também
fareis beneficência à casa de meu pai, e dai-me um sinal certo, de que dareis a
vida a meu pai e a minha mãe, como também a meus irmãos e a minhas irmãs, com
tudo o que têm, e de que livrareis as nossas vidas da morte” (Josué 2. 9 a 13 / Grifo nosso).
“O SENHOR vos deu esta terra”, os
cananeus já conheciam as notícias sobre as maravilha que o Senhor havia feito
ao povo Hebreu no Egito e na peregrinação pelo deserto.
“E em ninguém mais há ânimo
algum”, quando eles souberam que os hebreus estavam se preparando para invadir
e conquistar a terra, houve uma grande desesperança no meio dos habitantes de
Canaã.
“O SENHOR, vosso Deus, é Deus em
cima nos céus e embaixo na terra. Agora, pois, jurai-me, vos peço, pelo
SENHOR”, Raabe reconheceu a grandeza de Deus, e a sua capacidade de proteger
aqueles que Nele confiam. Ela não pensou duas vezes em escolher buscar auxílio
e proteção em Deus.
Enquanto o povo de Jericó vivia
dias de aflição e desespero, Raabe possuía uma esperança de uma nova vida
cedida pelo grande amor de Deus.
Ainda na antiga aliança,
aprendemos que é bem aventurado quem tem esperança em Deus (Salmo 146. 5), a
expectativa do ímpio perece diante da justiça divina (Provérbios 10. 28), a
palavra de Deus é o alicerce da confiança (Salmo 119. 116), milagres e
maravilhas servirão de sinais para todos aqueles que crerem (Salmo 65. 5).
Jeremias é a melhor pessoa para
nos guiar na transição para o novo testamento nesse assunto. O profeta das
lágrimas vivia dias de apostasia e destruição, a descendência de Abraão parecia
condenada a perecer desviada dos caminhos do Senhor. Em seu livro de
lamentações ele deixa dois conselhos valiosos:
“Ponha a boca no pó; talvez assim
haja esperança” (Lamentações 3. 29).
“Bom é ter esperança e aguardar
em silêncio a salvação do SENHOR” (Lamentações 3. 26).
No novo testamento encontramos a
palavra grega elpis para representar algo mais do que uma
expectativa otimista, ela transmite uma certeza inabalável. Veja alguns
exemplos:
“E a esperança não traz confusão,
porquanto o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo
que nos foi dado” (Romanos 5.5); “Porque, em esperança, somos salvos” (Romanos
8. 24); “Tendo, pois, tal esperança, usamos de muita ousadia no falar” (2
Coríntios 3. 12); “Porque nós, pelo espírito da fé, aguardamos a esperança da
justiça” (Gálatas 5.5).
O que aconteceu para transmitir
tamanha certeza e ousadia? Confira:
“E o próprio nosso Senhor Jesus
Cristo, e nosso Deus e Pai, que nos amou e em graça nos deu uma eterna
consolação e boa esperança” (2 Tessalonicenses 2. 16); “Porque qual é a nossa
esperança, ou gozo, ou coroa de glória? Porventura, não o sois vós também
diante de nosso Senhor Jesus Cristo em sua vinda?” (1 Tessalonicenses 2. 19);
“segundo a minha intensa expectação e esperança, de que em nada serei
confundido; antes, com toda a confiança, Cristo será, tanto agora como sempre,
engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte” (Filipenses 1. 20).
Se existe uma esperança viva, também existe uma esperança morta e assim a fé também pode ser morta e não viva.
Se existe uma esperança viva, também existe uma esperança morta e assim a fé também pode ser morta e não viva.
Vivendo
numa sociedade anti-cristã, os leitores da 1 Epístola de Pedro estavam sendo
maltratados por chefes perversos (2.18), chateados por cônjuges incrédulos
(3.1,6), ridicularizados por vizinhos e amigos céticos (4.14) e ameaçados pela
perseguição religiosa (4.12-18) capitaneada em nível mundial pelo imperador
Nero.
Apesar disso, aqueles cristãos deviam viver exultantes, com alegria indizível e cheia de glória (v. 9). É assim que devemos nos portar, os cristãos de hoje. Nossa situação se assemelha aqueles cristãos, a quem Pedro chamou de estranhos ao mundo, por ter recebido a salvação (quando o mundo continua perdido) e por ser diferente a sua forma de encarar a adversidade (ao recebê-la como parte da vida). Pedro expõe a força e a fraqueza das provações.
A
NATUREZA DA PROVAÇÃO
A
Bíblia usa duas palavras para uma mesma idéia: tentação e provação querem,
intercambiavelmente, se referir a uma prova ou teste por que passa o crente.
2.1. Ser tentado x cair em tentação
Há
uma diferença entre ser tentado/provado, que em si não é pecado, pois o próprio
Jesus o foi, mas não pecou.
Não
temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém
um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. (Hb 4.15). e cair em
tentação ou fracassar na prova, que é pecado
Não
nos deixes entrar em tentação; mas livra-nos do mal. (Mt 6.13)
Vigiai
e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto,
mas a carne é fraca (Mt 26.41).
2.2. Tipos de tentação
Podemos,
pois, falar em quatro tipos de tentações/provações:
PROVAÇÕES
NATURAIS
Tratam-se
de adversidades decorrentes de quebras, conscientes (costumes atentatórios à
saúde; infrações de regras do bem-viver ou de trânsito) ou inconscientes (que
são infrações a leis desconhecidas) da natureza, contra as quais temos que
lutar e usar, quando possível, para o nosso crescimento. Não podem ser
atribuídas a Deus ou a Satanás.
[Deus]
faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos.
(Mt 5.45b)
Entre
as leis, há as leis sociais de uma sociedade decaída e carecida da glória e da
graça de Deus. Quando o cristão as quebra, pode pagar um preço. Elas são uma
decorrência da fidelidade a Deus e infidelidade ao mundo. Em certo sentido,
elas são naturais para os que buscam viver em santidade. As provações
mencionadas em 1Pedro 1 estão nesta categoria.
Não
estranheis a ardente provação que vem sobre vós para vos experimentar, como se
coisa estranha vos acontecesse. (1Pd 4.12)
PROVAÇÕES
HUMANAS
Tratam-se
de ações de outras pessoas, com força de sedução sobre nós, sejam intencionais
(como no caso de todos os tipos de pornografia, para a qual a indústria e um
comércio) ou não-intencionais (assumidos como estilos de vida). Paulo fala
deste tipo de tentação/provação. O erro de uma pessoa pode nos seduzir e se nos
constitui em fonte de tentação/provação.
Se
um homem chegar a ser surpreendido em algum delito, vós que sois espirituais
corrigi o tal com espírito de mansidão; e olha por ti mesmo, para que também tu
não sejas tentado (Gl 6.1)
Não
vos sobreveio nenhuma tentação, senão humana. (1Co 10.13a)
PROVAÇÕES
SATÂNICAS
Tratam-se
de tentações demoníacas intencionais, para nos seduzir ou como um esforço dele
de medir forças com Deus, como no caso de Jó.
Por
isso também, não podendo eu esperar mais, mandei saber da vossa fé, receando
que o tentador vos tivesse tentado, e o nosso trabalho se houvesse tornado
inútil. (1Ts 3.5)
Jesus
foi objeto deste esforço destruidor do mal.
[Jesus]
esteve no deserto quarenta dias sentado tentado por Satanás. (Mc 1.13)
Não
temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém
um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado (Hb 4.15)
Só
as provações de origem satânica podem adequadamente ser chamadas de tentações.
Ninguém,
sendo tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado
pelo mal e ele a ninguém tenta. Cada um, porém, é tentado, quando atraído e
engodado pela sua própria concupiscência (Tg 1.13-14)
PROVAÇÕES
DIVINAS
Tratam-se
de testes à nossa fé, para nosso crescimento, enviados por Deus. Deus fez isto
com Abraão, quando lhe pediu Isaque. Deus fez com Paulo, quando não lhe retirou
o espinho da carne.
Seja
qual for a procedência, a promessa bíblica é que jamais virá sobre um servo
fiel uma provação/tentação maior que ele possa suportar.
Fiel
é Deus, o qual não deixará que sejais tentados [provados] acima do que podeis
resistir, antes com a tentação dará também o meio de saída, para que a possais
suportar (1Co10.13)
O
Senhor sabe livrar da tentação os piedosos e reservar para o dia do juízo os
injustos, que já estão sendo castigados. (2Pd 2.9)
O
PODER DA PROVAÇÃO
Na
1 Epístola de Pedro, aprendemos que, seja qual for a procedência da provação,
ela tem uma utilidade e uma duração. Quando não motivada pelo pecado próprio,
ela é um privilégio e nos ajuda a entender um pouco de como Deus nos trata.
3.1. A utilidade das provações (1.7)
As
provações servem a duas finalidades.
Para que a prova da vossa fé, mais preciosa do que o ouro que perece, embora provado pelo fogo, redunde para louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo (1.7)
ELAS
SERVEM PARA NOS PROVAR A FÉ.
As
dificuldades da vida são o teste, a prova, da fé. Mesmo aquelas que não foram
enviadas diretamente por Deus (e apenas permitidas), Ele as integra em seu
plano soberano para nos ajudar no fortalecimento da fé.
ELAS
SÃO INSTRUMENTO PARA A GLÓRIA DE DEUS
Embora
Deus no-las mande para este fim, elas servem para a glória de Deus.
Nao
nos esqueçamos que Deus é soberano, mas não arbitrário, que Ele não joga
conosco, embora tenha seus propósitos que visam sempre o bem do ser humano.
3.2.
A duração das provações
Na
qual [a salvação] exultais, ainda que agora por um pouco de tempo, sendo
necessário, estejais contristados por várias provações (1.6)
A
provação não é para sempre, mas por um pouco de tempo, por mais que nos pareça
uma eternidade. É verdade que, por vezes, vem sobre nós como uma torrente
volumosa.
A
cessação do sofrimento está garantida no céu (1.4). O presente deve ser
comparado com a eternidade.
Mesmo
no contexto das provações, devemos e podemos exultar, porque não exultamos na dificuldade,
mas na salvação. Não podemos esquecer que fomos alcançados por tão grande
salvação.
3.3.
O privilégio de quem é fiel a Cristo
1Pd
4.12-16
Regozijai-vos
por serdes participantes das aflições de Cristo; para que também na revelação
da sua glória vos regozijeis e exulteis.
Se
pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós
repousa o Espírito da glória, o Espírito de Deus.
Que
nenhum de vós, entretanto, padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou
como quem se entremete em negócios alheios; mas, se padece como cristão, não se
envergonhe, antes glorifique a Deus neste nome.
É
um privilégio passar pela provação decorrente da fidelidade a Cristo (4.13) e
uma tristeza passar por ela por causa de nossa infidelidade (v.15)
Quando
a adversidade é provocada pelo pecado, só cabe o arrependimento, para um novo
começo. Quando trazida pela falta de sabedoria de vida, só cabe o discernimento
da melhor forma de viver e por-se a caminho.
4.
O melhor livramento
Deus
nos livra das tentações, mas não nos livra de passar por elas. Deus nos livra
das tentação, fazendo-nos triunfar sobre elas (2.9)
CONCLUSÃO
O
poder de que fala Pedro é o poder da esperança, de uma esperança viva, que
produz frutos na vida do crente.
Bem-aventurado
o homem que suporta a provação; porque, depois de aprovado, receberá a coroa da
vida, que o Senhor prometeu aos que o amam. (Tg 1.12)
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