Dentre as várias atividades do Facebook existe uma que me
chama a atenção: “linha do Tempo”. Já reparou que você separa várias coisa no
seu computador ou em casa e diz: “quando tiver tempo dou uma olhada nisso”,
parece que nunca temos tempo pra nada. Existe tanta coisa a fazer e não nos
sobra tempo. O que é o tempo? Quem pode
controlar o tempo?
Existe muita definição a respeito do tempo, mas o certo é
que estamos sujeito a ele, enquanto estivermos vivos. A nossa existência é
fruto do tempo. O tempo rege toda a nossa existência, não há como perpetuar o
tempo. O passado já foi, o presente é agora e o futuro ainda não foi.
“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o
propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de
plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; Tempo de matar, e tempo de
curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar; Tempo de chorar, e tempo de rir;
tempo de prantear, e tempo de dançar; Tempo de espalhar pedras, e tempo de
ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar; Tempo de
buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora; Tempo de
rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; Tempo de
amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz” Eclesiastes 3:1-8
A natureza do tempo tem sido um enigma a ser decifrado pelo
homem e tema de diversas discussões, desde a antiguidade: a passagem do tempo,
a forma como ele flui, a linearidade do tempo, etc.
O tempo é para o ser humano passível de ser dividido em três
dimensões lineares: o passado, o presente e o futuro. A medida do tempo
torna-se subjetiva quando cada um a pode ter uma percepção de forma diferente,
consoante a situação. Numa situação agradável passa depressa, numa situação
penosa passa devagar, etc. O Homem, pela sua condição mortal, é afetado pelo
tempo de uma maneira diferente da do espaço. Este é irreversível, o que pode
causar angústia pelo fim inexorável.
Para Platão, existe o mito do eterno retorno, onde o tempo
era um movimento cíclico e assim tudo aquilo que acontecia no passado era
repetido e retornava novamente. Esta teoria apesar de anular o peso do passado
e da vida, encerra o homem nas suas possibilidades e ações possíveis, bem como
na realização da sua liberdade.
O tempo mexe com a nossa memória, a ponto de influenciar a
nossa vida, no futuro.
Aristóteles, na Física, colocava alguns problemas à
existência do tempo. Para ele, o tempo não poderia existir, já que nenhuma das
suas partes existe. O instante presente, por não ter duração precisa, o passado
já aconteceu e o futuro ainda não é.
Na perspetiva de Kant, o tempo é uma estrutura da relação do
sujeito com ele próprio e com o mundo. É uma forma a priori da sensibilidade,
juntamente com o espaço. O tempo é uma intuição pura a priori no plano da
sensibilidade, é uma noção objetiva de observação e não é extraído da
experiência, mas sim prévio a qualquer experiência. É considerado um dos
limites para o conhecimento no plano da sensibilidade, já que o conhecimento
chega-nos através dos sentidos e estes não nos deixam conhecer os objetos em si
mesmos. O fenômeno é constituído através do espaço e do tempo, ou seja, só
podemos conhecer e perceber os objetos no espaço e no tempo.
Segundo Hegel, o tempo é o pensamento do puro devir; tudo se
resume ao movimento permanente das coisas que se desfazem,
transformando-se em outras coisas.
Para Heráclito
o mundo é um eterno fluir, como um rio; e é impossível banhar-se duas vezes na
mesma água. Fluxo contínuo de mudanças, o mundo é como um fogo eterno, sempre
vivo, e "nenhum deus, nenhum homem o fez".
Segundo a física, tudo o que ocorre movendo-se adiante na
direção do tempo, isto é, tudo o que deixa de ser futuro, vem a ser presente, e
depois passado, pode ocorrer movendo-se para trás na direção do tempo, isto é,
deixando de ser passado, vindo a ser presente, e depois futuro. Para a física,
uma e outra coisa são igualmente possíveis.
Todavia, não experimentamos o tempo como algo reversível.
Experimentamos, por exemplo, que um copo primeiro está inteiro, depois
quebrado, e não o contrário. Temos lembranças do passado, não do futuro.
Geralmente admitimos que o passado é imutável, enquanto o futuro está aberto, e
não o contrário.
A Bíblia nos ensina que enquanto nós, seres humanos estamos
limitados a tempo, espaço, proximidade, estes elementos não têm nenhuma
influência sobre o poder de Deus.
Não podemos viajar no tempo, estamos limitados ao presente. Não
podemos mudar o passado, vivemos o presente, e o futuro é fruto do hoje.
Para Deus não existem limites de tempo ou espaço. Deus é o
verdadeiro "Senhor do Tempo". É Ele quem controla o tempo. E é por
isso que quando você ora, pode até sentir a mão de Deus na sua vida. No Velho
Testamento encontramos o relato de quando Josué, no poder de Deus, mandou que o
sol e a lua parassem para que ele tivesse tempo de completar sua vitória sobre
os inimigos de Israel. O Deus da natureza interferiu nas Suas próprias leis
naturais por um curto tempo em resposta à oração.
Ezequias pediu a Deus um sinal de seu grande poder. Deus
respondeu por meio de um relógio do sol, que era usado como relógio pelos
Babilônios, Gregos e Israelitas no tempo do Velho Testamento. "Eis que
farei retroceder dez graus a sombra lançada pelo sol declinante no relógio de
Acaz. Assim retrocedeu o sol os dez graus que já tinha declinado".Isaías
38:8
Porque Deus não criou o universo de uma
vez só? Ele poderia, num estalar de dedos, fazer surgir tudo o que estava em
sua mente. Sem “perda de tempo”, sem tem que esperar nada, bem ao gosto da
nossa cultura Fast Food.
Ao invés disso, Ele que não está sujeito ao tempo, criou o
mundo em etapas, em partes. E, na sua soberania, nos aprisionou ao
Espaço-Tempo. Somente Ele é Onipresente. Ao criar o mundo em etapas, Deus que
não teve começo nem fim e que encerrou sua criação sob o tempo nos deixou como
legado começos, fins e recomeços. É mais ou menos assim: começa o primeiro dia…
Termina o primeiro dia, começa o segundo dia… Termina o segundo dia e assim por
diante. Todos eles com manhãs e tardes, que também começam e terminam. É assim
no Gênesis, o livro dos começos.
Na Teologia se define assim: Chronos é o tempo humano, o
contingente, o tempo finito. Kairós é o tempo de Deus, o não tempo, o tempo da
Graça.
Queremos tudo ao nosso tempo e quando nos falta experiência
enfiamos os pés pela cabeça. Para aqueles que servem a Deus o tempo não é uma
prisão, que leva ao desespero, mas uma oportun idade de demostrar a confiança
em Deus. O tempo de Deus não é baseado
em minutos, segundos, dias ou anos. O tempo de Deus se baseia em aprendizagem.
Deus quer que aprendamos a confiar e esperar n'Ele plenamente.
"Quem ouve
a palavra de Deus com atenção encontra a felicidade; bem-aventurado quem confia
e espera no Senhor." (Pr 16,20)
.
O grande motivo que nos impede de confiar plenamente em Deus
e não nos deixar realizar os nossos sonhos e os sonhos de Deus para nós, somos
nós mesmos. O tempo não o nosso desafio e sim “nós mesmos”.
Mas um ano se passa e outro vai se iniciar. Motivo para
mudanças de comportamento e transformar seu futuro. O que você deseja mudar? O
que você realmente gostaria que fosse diferente?
Hoje, eu te desafio a mudar tres coisas em sua vida
presente.
(1) A maneira como você vê Deus;
(2) A imagem que você tem de si mesmo;
(3) A forma do seu relacionamento com Ele.
PENSE NISSO.
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